Hoje vamos ficar restritos às nossas indagações, afinal, há mais mistérios a revelar do que afirmações. Mas antes vamos recaptular. Na última reunião, no dia 15, o clima ficou quente no plenário, não pela temperatura ambiente, mas pelos discursos. Basta ver o texto publicado neste blog no mesmo dia, intitulado "A chapa esquenta 02". Pois bem, nele contamos que vereadores fizeram duras críticas à administração.
Mas hoje parece que tudo mudou. Um dos mais ferozes críticos da última reunião, parece que amansou seu discurso na tarde desta terça-feira. Não importa suas palavras, mas sim o conteúdo. Marcelo Cooperselta confirmou hoje que é da base de apoio ao Maroca, e pronto. Ficaram para trás aquelas insinuações de outrora com cara de oposição.
A atitude é resultado de uma reunião realizada na casa do prefeito na noite desta segunda-feira (será por isso a chuva???). As informações são de que 8 dos 13 vereadores estiveram presentes. Da bancada de apoio que começou no início do ano, apenas Reginaldo Tristeza ainda não confirmou seu apoio ao prefeito, por estar fora da cidade. A própria presença do secretário de governo, Nadab Abelin, que voltou ao plenário após algumas ausências, mostra uma mudança na atitude em relação ao legislativo. Resta saber se vai continuar.
Ficaram de fora apenas os 4 vereadores do PMDB. Mas Caio Dutra, com toda a sua pompa exerceu sua oposição nesta tarde, e começou um bate-boca com o presidente da casa, Duílio de Castro, que também defendeu o governo Maroca durante a reunião ordinária.
O médico Caio Dutra perdeu um aliado que parecia ganhar jeito para discursos inflamados de oposição, Marcelo. Agora ele está praticamente só, em vista do restante da bancada morna PMDBista. Para o presidente do partido, Paredão, também presente na reunião da Câmara, ele falou: "Com isso eu tenho 50% de chance de me eleger", ao se referir às eleições do próximo ano, ao qual ele já se declarou candidato à deputado estadual.
Mas ai chegamos ao ponto principal de tal texto. Precisamos, e não só em Sete-Bananas-Lagoas, mas em todo o Brasil, de uma oposição séria, sem discursos politiqueiros. Onde está o requerimento propalado pelos três vereadores de uma CPI para investigar a perda de R$90 mil da educação? Morreu junto com a reunião na casa do Maroca? Se realmente há um interesse de se fazer um trabalho sério na casa legislativa, e se a denúncia era grave, por que desistiram do requerimento? A população não aguenta mais políticos com discursos que acabam quando os holofotes se apagam. E me parece que foi isso que ocorreu na última reunião.
Segundo a cientista política, Dra. Lúcia Avelar, filha de Sélagoas, e hoje professora do Departamento de Ciência Política da UnB, em Brasília, é do município que vão começar as mudanças no Brasil. É a partir da célula, onde a população tem contato direto com o poder público. Então é preciso começar a mudar essa mentalidade retrógrada de politicagem, e começar a fazer Política com P maiúsculo.
Maroca parece ter vencido uma batalha. Vamos ver o resultado da guerra...