Em meio à tanta discussão sobre o fornecimento de água em Sete Lagoas, o presidente da Copasa, Márcio Nunes, deu uma declaração que pode ser considerada bombástica para a cidade. É com certeza a frase mais importante de toda a entrevista, publicada neste domingo no Estado de Minas (aquele que não tem nenhuma relevância), caderno de Economia.
Abre aspas:
Até 2020 estaremos presentes em todas as cidades mineiras.
Fecha aspas.
A entrevista é sobre o crescimento da Copasa, com a entrada na bolsa de valores e a capacidade de investimento. Mas a frase é para até os piolhos coçarem a cabeça. Afinal, o que revela o presidente, é que em 11 anos, a Copasa estará em todo estado, e Sete Lagoas, por inclusão, também ( ou vão declarar independência e formar a República Independente das Sete Bananas Lagoas?).
Para esquentar ainda mais o assunto, conversamos recentemente com o Geólogo José Jaime Branco, filho de Sete Lagoas, da (re)conhecida Dona Helena Branco, que informou que é um grande risco para a cidade manter apenas um sistema de captação de água. Com o crescimento populacional nos últimos anos, permancer apenas com a captação de poços é correr o risco de cada vez mais faltar água. E na prática isso já ocorre. Em 2008, o Saae perfurou 8 poços, mas apenas 2 deles apresentaram vasão ideal para fornecer água. "Isso é um sinal de que o sistema não aguenta mais", declarou o catedrático da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Para ele a solução é realmente captar água superficial, seja do Rio das Velhas ou Paraopeba. "São obras caras, mas que é preciso ser feito", garantiu José Jaime Branco.
Será que nossos administradores vão conseguir segurar essa pressão? Ou estão escondendo alguma informação? Pois se é para vender, que seja por um bom preço. Vamos dormir com esse barulho...
FOTOS DA NATUREZA DA SERRA DO CIPÓ
Há um dia





