Será que foi premonição, alguma espécie de sexto sentido? Juramos que não foi, mas sim uma grande coincidência. Mas dessas coincidências que a gente até espera que aconteça. Afinal, estamos nos tratando de Sete Lagoas, a cidade da política da banana. Estamos nos referindo ao texto "O que são 4 anos", que está ali, logo abaixo. É só ler...
E não é que a resposta a ele veio rápida, em forma de um Projeto de Lei, número 004, de 2009, que cria a estrutura administrativa de gabinete de vereador na Câmara Municipal e dá outras providências, conforme o cabeçalho. Em meio a tantos cargos a serem criados e distribuições de verbas entre os vereadores, uma em especial chamou a atenção destes escribas. No caso, é porque afetam diretamente nossos umbigos, por assim dizer. Mas não deixa, convenhamos, de ser um absurdo.
A tal propósta(ta) cria o cargo intitulado Coordenador de Imprensa de Gabinete, com um salário de R$1.821,05. Além de nem sabermos para que serve este 5 centavos, o maior absurdo está escrito em suas qualificações exigidas. "Nível de escolaridade: 2° grau". Logo abaixo está o seguinte: "conhecimentos das normas técnicas relativas a elaboração e estruturação de textos e material jornalístico." Algo incompatível está neste texto. Afinal, para produzir material jornalístico, é preciso um jornalista, ou no mínimo, um profissional de comunicação.
Será quanto tempo teremos, nós profissionais da comunicação, nos deparar com uma aberração como esta? Até quando teremos que assistir pessoas que não estão preparadas para ocupar o cargo serem nomeadas? Nós, profissionais de comunicação, nunca nos metemos em serviços que não é de nossa alçada, como dar uma receita médica ou assinar um laudo técnico de engenharia. Mas por que outras pessoas podem fazer o serviço voltado para os profissionais de comunicação? É hora de dar um basta nesta história, e o exemplo deveria ser dado pela própria Câmara Municipal. Ou nossos respeitosos edílios já tem as pessoas certas para nomear e não podem abrir mão de parte desta verba?
E olha que nem criticamos o erro gritande usado no texto. Afinal, pela legislação, não existe mais 2° grau, mas sim Ensino Médio...