quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sem os pelegos....

Na Terra das Bananas, ops, Sete Lagoas, um fato curioso acontecia há vários anos. Entrava administração municipal saia administração municipal e todas as coletivas e eventos em gabinetes, secretarias e outros órgãos, sobretudo quando havia a presença da figura principal, o gerentão da cidade, o prefeito, lá estavam os velhos e bons pelegos (para quem não sabe, são os puxa-sacos mesmo, é, aqueles que não queriam perder sua boquinha e aplaudiam o prefeito até quando ele espirrava).

Mas ao que tudo indica, o profissionalismo pode ter chegado por estas bandas. Mas como estes escribas vão sempre com os dois pés atrás, diremos que pelo menos no início, o que não quer dizer que não vá perdurar. Em pelo menos três coletivas realizadas pela atual gestão, em nenhuma delas estava a presença do prefeito Maroca, até porque não se tratava de um assunto que merecesse sua presença direta. Nos encontros com os secretários de Educação e Saúde, e no anúncio da entrega simbólica de chaves do PAR, lá estavam apenas os secretários e assessores...algo digno de elogio.

Coletiva com a imprensa é coletiva COM A IMPRENSA e ponto final. Cremos ter deixado explícito que se fosse para levar platéia, fizessem um show. Vamos deixar assim, as coisas estão caminhando bem, que continuem desta forma, pois coletiva é para anúncio de alguma coisa ou para que os responsáveis pela convocação respondam perguntas dos jornalistas - pena que em Sete Lagoas nem todo mundo que trabalha em jornal, rádio ou TV o é, mas acham que são.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sobre isenção

Podíamos falar de isenção de impostos, de isenção de opinião. Mas pelo contrário, vamos falar sobre a isenção da imprensa. Infelizmente, no Condado das Bananas, vulgo Sete lagoas, este assunto é tratado de uma forma um tanto quanto sem isenção. O fato é que ao que nos parece, para nossos políticos a palavra isenção não consta no dicionário.

Ou então é que nossos políticos não estão acostumados a encarar uma imprensa que tem maior liberdade de opinião. Afinal, para se controlar um povo, o caminho mais fácil é controlar a mídia.

O que nos deixa decepcionados é ver pessoas que antes falavam em mudanças nos ares sete-lagoanos, com um discurso de mais ética nos mandos locais, se deixar levar por cabeças tão rudes. Será que eles não enxergam que para o crescimento da sociedade, um dos pontos principais é a isenção do jornalismo?

Aqui, o que vale é a máxima: ou se está a favor ou contra. Não há meio termo. Talvez fruto das escolhas feitas, em se colocar pessoas que ainda pensam dessa forma, de forma retrógrada. O coronelismo já caiu de moda, e não pode mais encontrar espaço em burgos como Sete-Bananas-Lagoas.

Será que a tal mudança de ar se refere a outros narizes que fuxicam da mesma forma os mesmos assuntos?

Para bons entendedores, um pingo é letra...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A gente já sabia....

Pois é, agente já sabia. O índice de infestação do mosquitinho da dengue, o Aedes aegypti, voltou a subir na cidade dos lagos encantandos - por favor, não confundam a quantidade de lagoas com a de larvas. O novo secretário de Saúde, José Orleans da Costa, informou esta semana que de 1,8% em dezembro hoje temos 4,3% de infestação e bairros onde residem os mais abastados continuam como principais focos.

Pena porque não houve investimento maior no combate e não houve mesmo, até porque, segundo o próprio secretário, de um número mínimo de 140 agentes de saúde destinados à função - baseado na quantidade de habitantes e domicílios, de acordo com a Organização Mundial de Saúde - Sete Lagoas possui cerca da metade: 70. Pode um negócio destes? Se em dezembro o número já era 0,8% acima do permitido, não se moveu uma palha para contratar novos servidores.

Enquanto isso - e agente também já sabia - a Secretaria de Saúde local é uma das pastas mais "inchadas" da administração, ou seja, pra todo mundo entender, é muita gente e um serviço de péssima qualidade em determinados setores. Mas é lógico que há aqueles que querem trabalhar e trabalhar sério. Estes devem resistir os cortes drásticos que serão feitos, agora, quanto a outros que ficam no "come e dorme", irão. E já vão tarde! O bem público tem que estar acima de tudo e o bem público é o atendimento ao povo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um exemplo do descaso

A pedido dos policiais do Corpo de Bombeiros, a Escola Municipal Helena Branco, que funcionava próximo à rodoviária (para não dizer ao Bretas - já que eles não nos pagam publicidade) foi desativada. Em tempos de um Brasil que clama por mais educação, é estarrecedor receber uma notícia como essa. Uma escola a menos no mundo.

Mas isso, infelizmente, é reflexo do descaso com a educação na cidade. A escola foi fechada pelos Bombeiros não porque eles acham que é uma escola de baixa qualidade, mas sim por falta de estrutura.

Se me lembro bem, eu convoco mais uma vez nossos assíduos leitores para me ajudar a recordar um fato. Desde a era do Ronald Cana Brava, ali próximo à lagoa do Cercadinho (para não falar ao lado do Caetano, ex-Promove, já que eles não nos pagam publicidade) havia um lote vago e no muro estava escrito em letras garrafais: "Futuras instalações da EM Helena Branco". Será que estou ficando doido e tendo alucinações?

Que a nova administração dê a devida atenção à esses fatos e não cometa os erros de nossos tão estimados administradores anteriores...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Está tudo errado mesmo

Será que foi premonição, alguma espécie de sexto sentido? Juramos que não foi, mas sim uma grande coincidência. Mas dessas coincidências que a gente até espera que aconteça. Afinal, estamos nos tratando de Sete Lagoas, a cidade da política da banana. Estamos nos referindo ao texto "O que são 4 anos", que está ali, logo abaixo. É só ler...

E não é que a resposta a ele veio rápida, em forma de um Projeto de Lei, número 004, de 2009, que cria a estrutura administrativa de gabinete de vereador na Câmara Municipal e dá outras providências, conforme o cabeçalho. Em meio a tantos cargos a serem criados e distribuições de verbas entre os vereadores, uma em especial chamou a atenção destes escribas. No caso, é porque afetam diretamente nossos umbigos, por assim dizer. Mas não deixa, convenhamos, de ser um absurdo.

A tal propósta(ta) cria o cargo intitulado Coordenador de Imprensa de Gabinete, com um salário de R$1.821,05. Além de nem sabermos para que serve este 5 centavos, o maior absurdo está escrito em suas qualificações exigidas. "Nível de escolaridade: 2° grau". Logo abaixo está o seguinte: "conhecimentos das normas técnicas relativas a elaboração e estruturação de textos e material jornalístico." Algo incompatível está neste texto. Afinal, para produzir material jornalístico, é preciso um jornalista, ou no mínimo, um profissional de comunicação.

Será quanto tempo teremos, nós profissionais da comunicação, nos deparar com uma aberração como esta? Até quando teremos que assistir pessoas que não estão preparadas para ocupar o cargo serem nomeadas? Nós, profissionais de comunicação, nunca nos metemos em serviços que não é de nossa alçada, como dar uma receita médica ou assinar um laudo técnico de engenharia. Mas por que outras pessoas podem fazer o serviço voltado para os profissionais de comunicação? É hora de dar um basta nesta história, e o exemplo deveria ser dado pela própria Câmara Municipal. Ou nossos respeitosos edílios já tem as pessoas certas para nomear e não podem abrir mão de parte desta verba?

E olha que nem criticamos o erro gritande usado no texto. Afinal, pela legislação, não existe mais 2° grau, mas sim Ensino Médio...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Uma prestação de contas....aos leitores

Segue uma espécie de prestação de contas aos leitores/ouvintes de No Prelo e do Comunicação Total. O prefeito Maroca, em entrevista à ETV de Sete Lagoas, informou ontem que os salários de dezembro do funcionalismo público - aquele que não havia sido pago - vai ser creditado no dia 21 deste mês e que tudo será feito para que até o 5.º dia útil de cada mês os servidores possam receber seus proventos. Um alento para aqueles que têm sofrido...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O que são 4 anos?

No total são 1460 dias, ou 35.040 horas. Para alguns parece pouco. É o tempo entre duas copas do mundo de futebol masculino, duas olimpíadas, duas eleições, seja municipais ou majoritárias. Talvez seja realmente muito pouco para o tempo e espaço de nosso universo, um pequeno ponto dentro dessa dimensão gigantesca.

Mas para outros é muito tempo. Para aqueles que, como ambos escribas deste blog, enfrentaram a rodovia 040 (que está em condições tão ruins quanto nossas ruas), em busca de conhecimento, de um curso de graduação de ensino superior. Assim como os dois que vos escrevem neste blog, há várias pessoas que ficam em uma faculdade, ou qualquer outra instituição superior para se graduar.

E o que valem então estes 4 anos frente ao QI? Sim, o verdadeiro Quem indica? O que significa frente a puxa-saquismo? O que significa frente ao rabo preso? Se estes profissionais graduados não tem chance em colocações melhores, por que não compactuaram com ninguém, são estes que guardam ainda um pouco de ética, da pouca que sobra em nosso País.

Está tudo errado no Brasil...