quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fria manifestação


Foi um pouco uma manifestação para Inglês ver. Talvez pela falta de união entre os 21 municípios que compõe a Amav, a paralisação que aconteceu em Paraopeba foi mais uma oportunidade para os prefeitos fazerem seus discursos. Com direito a palanque e fanfarra.

Não estamos aqui para julgar as reivindicações dos municípios. Pelo que vemos, depois de uma período de vacas gordas, as prefeituras estão penando para pagar as contas. Para o prefeito de Jequitibá, o já conhecido Criolo, que tem 40 anos de política, "é a pior crise que passou pelos municípios".

Um pouco do esfriamento do movimento foi justamente o anúncio do Governo Federal de liberar verbas para as prefeituras. Se serão bem usadas a conversa é outra. Mas pelo que foi anunciado, o repasse será baseado no período de maior pujança dos municípios, quando recebiam muito dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Mas eles querem mais. Querem renegociar as dívidas com o INSS, como se isso já estivesse sido feito. Mas tudo bem. Eles acusam de pagar 11,75% de juros, enquanto clubes de futebol pagam apenas 5%. Uma reivindicação justa. E também pedem maior agilidade no repasse das verbas.

Mas a estratégia do presidente deu certo. Anunciou a poupuda verba antes da paralisação. Alguns acusam, outros defendem, mas foi esperto.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Agora é a vez deles

Por falar em greve, está marcada para esta quarta-feira a paralisação das prefeituras em todo País. Apesar do presidente anunciar uma enorme verba para os municípios de todo Brasil, ao que parece a paralisação deverá realmente acontecer. O objetivo é mostrar principalmente a situação econômica dos municípios com a queda de arrecadação e o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Na região uma grande manifestação está marcada em Paraopeba, que vai receber os prefeitos que compõe a Amav. No total são 22 prefeituras, mas não se sabe ao certo quantos vão comparecer. Será armado um grande palanque em praça pública, com direito à banda de música. A equipe completa de dois jornalistas (sim, jornalistas profissionais com direito a diploma reconhecido pelo MEC e devidamente registrados) do No Prelo estará presente no evento, para cobrir para os respectivos órgãos de imprensa. Mas quem acompanha o blog, sabe que terá informações quentinhas por aqui. Inclusive daqueles prefeitos que reclamam de barriga cheia, mas que insistem em passar o pires.

Até o momento tentamos levantar a informação se o prefeito de Sete Lagoas (já ligamos para a secretaria de comunicação e também para o assessor Magela), o Maroca, estará presente junto aos pares, mas ainda não obtivemos a confirmação. Nem ainda sabemos se a prefeitura da cidade vai aderir ao movimento, que é nacional.

Decompasso II


Até parece uma piada de mal gosto, mas não custa nada tentar. Por determinação da justiça, os funcionários do sistema municipal de saúde foram obrigados a suspender a greve, iniciada na última quinta-feira.

Para conseguir a tal liminar, a secretaria de saúde afirmou que não recebeu nenhuma aviso de greve e muito menos uma pauta de reivindicações. Desta forma, a paralisação, conforme a lei, é ilegal. Tudo bem, agora até mesmo para se expressar sua insatisfação sobre seu próprio salário, tem que obedecer as leis brasileiras, que muitas vezes são vazias e defendem o mais forte (digamos, assim, economicamente), mas isso é uma outra discussão. Então lei é lei. Obedeça quem tem juízo.

Mas conversamos com a presidente da sessão do Sind-Saúde em Sete Lagoas, Rosângela Pereira da Silva, que nos garantiu que a pauta de reivindicações foi entregue diretamente ao secretário-adjunto de saúde, Mário Lúcio Balú, no dia 18 de fevereiro, portanto, há quase dois meses. O prazo determinado em assembléia, que segundo ela consta em ata registrada em cartório, seria dia 16 de março, e que tudo foi devidamente avisado à secretaria.

Repetimos, não custa nada tentar... Uma parte diz que entregou a pauta para a secretaria, a outra parte diz que não recebeu nada. Há algo de estranho nesta história toda. Ou este documento não foi entregue, portanto, a secretaria estaria certa em pedir a liminar a suspensão da greve. Ou a secretaria está fazendo de boba para suspender a paralisação na marra, com esta liminar. Por onde ficaram o documento? Nos corredores? Ou não existiram?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ainda em tempo...




Gostaríamos de dar os parabéns, ainda em tempo, para o empresário Carnot Guedes e à Faculdade Avance pela homenagem prestada aos profissionais de imprensa em Sete Lagoas, na semana passada. Carnot é um dos que mais investe na mídia local, mostrando a alguns tacanhos empresários locais que investir na imprensa local é, sim, sinônimo de retorno garantido. Ao mesmo tempo, o empresário e educador proporcionou uma excelente palestra, via satélite, com o jornalista Caco Barcelos, da Rede Globo, vencedor de vários prêmios de jornalismo e um dos mais conceituados repórtes tupiniquins.

Depois da palestra, os presentes foram agraciados, ainda, com uma bela confraternização em uma pizzaria da cidade, local onde o bate papo descontraído rolou até altas horas. É bom que ainda existe boas relações profissionais na nossa cidade. Obrigado Carnot Guedes e ao nosso companheiro Clarindo de Assis Lima Júnior, que muito bem o auxilia no comando da Faculdade Avance e além de tudo é nosso companheiro no Comunicação Total da Rádio Santana FM, aos sábados.

P.S.: Enquanto isso, fica a crítica a alguns de nossos queridos vereadores, que na reunião da Câmara, realizada na semana passada, parabenizaram os jornalistas pelo seu dia, 7 de abril. Porém, durante comunicação pessoal, colocaram todo mundo no mesmo saco, como se criar um blog na internet, atualmente, fosse sinônimo de se tornar um jornalista. É triste, muito triste, lamentável....

A foto acima é de Helenilton Pinheiro

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mudaram o endereço

Se até a última reunião o garoto de recados dos vereadores junto ao prefeito era Celso Paiva, agora a vidraça mudou de endereço. A partir desta data, oficialmente, o líder do governo na Câmara Municipal é o vereador Renato Gomes, do PV. Maroca enviou uma carta que foi lida no plenário na reunião bem ordinária desta terça-feira, que confirmou o nome.

E seu início já foi bem conturbado, e alguns de seus pares, como Caio Dutra, já mostraram que vai ser um páreo duro para ele. E foi bem daquela forma: "Parabéns..." E dá-lhe pedrada.O que deu para sentir é que Renato terá que ter muito diálogo e sangue frio para aguentar, principalmente, as insinuações contra o prefeito.

A indicação levou pouco mais de três meses, ou 15 semanas, ou quase 100 dias (para ser exato 97 dias), ou 2.319 horas para acontecer. Desejamos boa sorte ao vereador. Ele vai precisar...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Uma nova ordem


Os noticiários desta quinta e sexta-feira, e provavelmente deverá prolongar pelo final de semana, foi a reunião do G-20, que engloba os países mais ricos e prósperos do mundo, que aconteceu na Inglaterra. O documento final (sim, eles tem isso lá, ao contrário de nossa querida Câmara Municipal com suas intermináveis audiências públicas) lido pelo anfitrião Gordon Brown, foi claro, que estamos entrando em uma nova ordem mundial, sejá lá onde isso vai dar. Falaram de acertos, uma montanha de incentivos à economia e até do Brasil emprestar dinheiro para O FMI (isto sim, é novidade...).

Mas o que podemos tirar desta reunião para o nosso umbigo, nossa querida Sete Lagoas? Bem, além de ensinar aos nossos vereadores que é preciso um documento ao final da reunião com algum tipo de conclusão, nos mostrou que a cidade precisa entrar na nova ordem econômica, e que se conseguir sair dessa, sairá mais fortalecida. O que isso quer dizer? Qual é o setor que mais demitiu e que Sete Lagoas é mais dependente? Isso mesmo, quem disse siderurgia, acertou em cheio. E qual é o resultado? Uma enorme queda na arrecadação do município, além de uma demissão que já chega a quase 4,5 mil trabalhadores.

A dependência de 25% de nossa economia nas mãos de apenas um setor é extremamente prejudicial para a saúde da cidade. A nova visão dos políticos deveria, e pode ser, a de diversificar cada vez mais as fontes de renda dos trabalhadores da cidade, atraindo ainda mais industrias, mas também fortalecer as empresas locais, seja ela pequena, média ou grande. Ficamos à mercê de apenas um tipo de empresário, que muitas vezes se mostrou um pouco limitado em suas visões administrativas.

E, atualmente, o papel de atrair novas empresas está na mão de Gustavo Paulino, também parente do prefeito, secretário de indústria e comércio. Não duvidamos de sua capacidade, como já dissemos aqui, e esperamos que ele faça seu dever de casa, principalmente porque sua origem é justamente deste setor guseiro...

Descompasso

Em recente reportagem, conversamos com um funcionário do Saae, que revelou algumas cositas dos bastidores... Calma, que não vem lenhada na autarquia, mas sim, para surpresa de todos, uma defesa. Dentre vários assuntos, um deles foi justamente sobre a nossa arcaica rede de esgoto, que já tratamos aqui anteriormente. Como já foi comentado, na maior parte das vezes, os canos, que são projetados para receber apenas uma certa quantidade de dejeto, também recebe clandestinamente das casas água pluvial.

Até ai nenhuma novidade. Mas então com este assunto em pauta, perguntei a ele se não teria então de haver mais fiscalização, para evitar este tipo de problema. Ele me respondeu claramente que este tipo de coisa deveria ser feita pela Secretaria Municipal de Obras, ocupada atualmente pelo irmão do prefeito, Paulo Rogério. O funcionário justificou alegando que isto faz parte da construção das casas, o que não é responsabilidade do Saae.

Continuando o assunto, então fomos ao ponto que ele disse, com estas palavras: "Há um descompasso entre a secretaria de obras e o Saae, que precisa ser coordenado". Afinal, as duas coisas estão intimamente ligadas, e se não houver um entendimento estre o secretário e a diretoria da autarquia, a coisa vai continuar funcionando precariamente. "Isso é histórico na cidade e vem de muito tempo", lamentou. Ele até deu o exemplo de loteamentos em que a estrutura de esgoto da casa é mais baixa que a da rua, o que inevitavelmente, resultará no retorno do esgoto para dentro da residência, afinal, estamos tratando de uma lei da natureza, que não obedece a lei dos homens. Mesmo assim, a secretaria aprova o loteamento e libera a casa...