
Foi um pouco uma manifestação para Inglês ver. Talvez pela falta de união entre os 21 municípios que compõe a Amav, a paralisação que aconteceu em Paraopeba foi mais uma oportunidade para os prefeitos fazerem seus discursos. Com direito a palanque e fanfarra.
Não estamos aqui para julgar as reivindicações dos municípios. Pelo que vemos, depois de uma período de vacas gordas, as prefeituras estão penando para pagar as contas. Para o prefeito de Jequitibá, o já conhecido Criolo, que tem 40 anos de política, "é a pior crise que passou pelos municípios".
Um pouco do esfriamento do movimento foi justamente o anúncio do Governo Federal de liberar verbas para as prefeituras. Se serão bem usadas a conversa é outra. Mas pelo que foi anunciado, o repasse será baseado no período de maior pujança dos municípios, quando recebiam muito dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Mas eles querem mais. Querem renegociar as dívidas com o INSS, como se isso já estivesse sido feito. Mas tudo bem. Eles acusam de pagar 11,75% de juros, enquanto clubes de futebol pagam apenas 5%. Uma reivindicação justa. E também pedem maior agilidade no repasse das verbas.
Mas a estratégia do presidente deu certo. Anunciou a poupuda verba antes da paralisação. Alguns acusam, outros defendem, mas foi esperto.


