quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os últimos capítulos

Parecia interminável, um dramalhão com direito à tragédias e muita espectativa. Mas parece que a novela dos mototaxistas está para ter os últimos capítulos. Uma nova lei que regulamenta o serviço foi aprovada pelo Senado e agora resta apenas esperar ser sancionada pelo presidente. E Sete Lagoas perdeu a oportunidade de sair na frente.

No texto aprovado há algumas exigências para os profissionais, como adequação nas motocicletas e o piloto aprovado em um curso do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Mas há ainda mais que isso. As normatizações específicas, no caso de mototaxistas, deverá ser feita pelas Câmaras Municipais. E foi ai que perdemos a chance de sair na frente.

Essa novela na cidade vem de muito tempo, e projetos de lei já foram apresentados, para regulamentar a profissão. O último é de autoria do Claudinei Dias, do PT. Mas nunca foi desemperrado, e nunca saiu do papel. Ou seja, agora a luta da classe é conseguir, o mais rápido possível regulamentar as normas no município. Será o que faltou para que tenha sido aprovada antes? Vontade política? Ou falta dela? Parece que o cachimbo caiu.

As opiniões sobre a regulamentação do serviço são diversas, e há pessoas contra, como há muitos a favor. O fato é que era realmente preciso regularizar a situação - seja ela na forma de aprovar ou proibir de vez. Os dois últimos capítulos agora estão na mão do presidente - que deve sancionar a lei - e de nossos nobres vereadores. E que tenha, assim como as novelas globais, um final feliz.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Seis meses se passaram...vamos ver os próximos...

Muito bem, a administração municipal chega aos seus seis meses completos em 2009 e muito pouco, para dizer a verdade, pode ser visto, pelo menos a olhos nus. Mas em contrapartida, nos bastidores, muito se tem notícia de estar sendo feito, mas ao mesmo tempo, muito pouco se sabe, na realidade, o que é. O governo do Sr. Mário Márcio Campolina Paiva, o Maroca, chegou com cara de renovação, de quebra de velhos conceitos e velhas práticas, bem usuais na política setelagoana há várias décadas.

Mudou? Sim, novos nomes vieram a compor seu primeiro escalão, pessoas já "vividas" em administração pública - citamos a Sra. Maria Lisboa (Educação) e o Sr. José Orleans da Costa (Saúde). Ao mesmo tempo, caras novas não só na administração, mas também na idade, deram o ar da graça, como Nadab Abelin e Gustavo Costa Paulino. A oxigenação na vida pública é uma ótima sacada, mas até o momento muito pouco se viu, de concreto, na tal mudança de rumos da política de Sete Lagoas.

Seis meses se passaram, vamos ver os próximos. Nos bastidores, muito se especula. Até possíveis tentativas de golpe. A Câmara Municipal também tem feito pouco, a não ser em termos de infindáveis audiências públicas. Mas querer que vereadores façam algo diante da falta de projetos para serem apreciados e, mais ainda, na falta de temas para debate, é querer demais. No Prelo tem avaliado o trabalho de alguns membros do primeiro escalão e fato é que o trabalho desempenhado tanto por Maria Lisboa quanto por José Orleans tem refletido positivamente em suas áreas de atuação.

Maria Lisboa enfrenta resistência de vereador e de parte de sua própria equipe. Mesmo assim, partiu pra cima e está disposta a implementar seu plano de ação. Orleans da Costa pelo mesmo caminho. Vamos aguardar os próximos acontecimentos e os próximos embates, caso venham a acontecer. Sete Lagoas está parada até o momento e algo precisa acontecer. Não negativamente, mas a conquista de algo concreto, que possa ser o passo inicial e o pontapé da tal mudança tão ansiada pela sociedade.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quebra de paradigmas


Para quem esperava um preto (sim, ele mesmo prefere que o chamem assim), que veio da favela e cantor de rap chegar e falar gírias e enaltecer o crime, a palestra/conversa com MV Bill deve ter sido uma boa surpresa. De forma clara e objetiva, o rapper falou sobre o mundo das drogas no ponto de vista da sua face mais cruel. Não aquela visão pasteurizada, que sempre são criminosos aqueles que sobem a favela, ou mesmo do filho da classe média que conhece a boca apenas na hora de comprar sua droguinha para manter o vício. É uma visão de dentro, de quem sofre com a guerra, perde com ela. É a dura face da realidade daqueles que são esquecidos pelos engravatados donos do poder.

E foi uma constante quebra de paradigmas, impressionantemente ao contrário. Foi uma reafirmação constante da importância do diálogo com a família, do incentivo ao mundo da leitura, e uma crença à Deus, sem intermediários, doutrinas ou mesmo igreja. "Temos que liberar a educação", foi o que comentou quando perguntaram sobre a liberação da maconha.

E o melhor de tudo é ver como uma pessoa, que nunca teve chances na vida e muito menos sentou em um banco universitário, conseguir ser respeitado através de um trabalho sério e ter o controle de uma grande platéia dentro de um espaço acadêmico, antes reservados apenas a aqueles ditos doutores. E melhor ainda. Ver que muitos ali vinham de comunidades carentes, que estavam ali para ouvir o que ele tinha a dizer.

Para quem ainda tinha algumas restrições, para não dizer preconceitos, foi uma ótima oportunidade para jogar tudo fora e aplaudir de pé a diversidade. Principalmente de pensamentos... Uma boa conversa que deveria ter sido transmitida pelos quatro cantos da cidade, e não restrita a uns poucos que conseguiram entrar. Mas é um bom começo.

Obs.: Por que, coincidentemente, a polícia esteve presente com seu giraflex, no dia da apresentação do MV Bill? Nunca vi nenhuma patrulinha rondando o Campus da Unifemm em dia de aulas normais. O que será que estavam procurando?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sina?

Será que a cidade não está sob um pó de pirlimpimpim ou uma estranha maldição? Como foi o caso do padre que rogou praga que a cidade ia virar uma só lagoa depois de ser expulso pela população. Estamos cada vez mais pertos de, novamente, ficar sem uma prefeitura sem vice-prefeito. Nesta tarde, a Assembléia Legislativa sabatinou, junto com outros três nomes, Sebastião Helvécio (PDT) para o cargo no Tribunal de Contas. Os quatro nomes agora serão submetidos ao plenário para aprovação, em votação secreta. Nos bastidores, dizem que o nome de Sebastião é o mais cotado para assumir o cargo. E nosso vice, Ronaldo João, como suplente, assumiria a cadeira na Assembléia.

Falamos em maldição, porque desde o início da era do Ronald, o Cana Brava, a cidade fica sem seus vices. Primeiro foi o Cana Brava, que isolou e até chegou a expulsar seu primeiro vice, Paulinho Chup..., ops, Lambe-Lambe, da prefeitura. Depois foi a briga com Dom Leone, e quem acabou se dando mal foi o próprio Ronald, que saiu pelas portas dos fundos. Ai foi a vez de Dom Leone ficar sem vice. E agora a nuvem paira na cabeça de Maroca.

No total, são 12 anos sem vice prefeito. Ai cabe a pergunta. Será que eles são realmente necessários?

Falta educação

Não, este texto não vai ser sobre os problemas na educação, a falta de dinheiro, os baixos salários para os professores. O título acima é sobre justamente nossos representantes no legislativo. É de se espantar a falta de educação deles, mas não só deles, mas também de muitos presentes no plenário.

Minha mãe sempre me ensinou, que quando uma pessoa está falando, devemos ficar calados para escutar. Mas não é o que acontece no citado local acima. Nesta tarde de terça-feira, foram vários momentos que a algazarra era maior que as palavras dos "nobres" edis. Uma total falta de interesse de todos.

Em um determinado momento, o vereador e ex-padre Claudinei Dias tratava de um assunto de suma importância, e discorria sobre a Meta 2010, aquela que a nossa cidade provavelmente não vai cumprir. Um pequeno giro de 360° e o mais difícil era ver alguém prestando atenção. Ninguém nem olhava pro citado vereador.

Mais à frente no relógio, foi a vez do opositor ao prefeito, Caio Dutra, falar sobro o já citado problema no fornecimento da alimentação do Hospital Municipal. Pude contar literalmente nos dedos quantos vereadores estavam presentes para ouvir o que ele pronunciava. Justamente cinco estavam sentados, e lógico, nem todos ouviam.

O legislativo é parte fundamental da democracia, peça importante para que a a engrenagem do poder se encaixe. Mas será que não há algo errado no processo? Ou será os usuários que não sabem o que significa a palavra educação? Deem seus palpites...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sabotagem?

Um tema que vem sendo discutido há alguns dias nos bastidores pode se tornar um caso bem mais sério do que se imagina. Há denúncias de que a alimentação servida ao Hospital Municipal, feita pelo Hospital Nossa Senhora das Graças, estaria com alguns "problemas". Se azeda ou não, salgada ao extremo ou não, o fato é que se os denunciantes não formularam boletim de ocorrência, a denúncia fica vazia e pode ainda se virar contra quem denunciou.

Todos os setelagoanos sabem a utilidade do Nossa Senhora das Graças para a saúde setelagoana, mas nem por isso um caso como este - que deve ser apurado e apontados os culpados, caso se confirme - pode ser deixado de lado pura e simplesmente. No Prelo vem acompanhando o trabalho árduo da atual diretoria tanto do HNSG quanto da Irmandade a qual ele pertence, para reerguer o hospital, tido por muitos há anos atrás como um saco sem fundo. O diretor administrativo Adimilson Moura, a diretora técnica, médica Maria Ribeiro Lopes, e a presidente do Conselho da Irmandade, Patrícia Alves Costa Machado, salientaram todo este trabalho, cujos resultados são palpáveis e mostran-se com as inúmeras obras que vêm sendo realizadas.

Nos bastidores se fala até em sabotagem da alimentação que é repassada à rede pública de saúde. O caso deve ser sim apurado e colocadas às claras as responsabilidades, obviamente se o fato for mesmo confirmado. Outro ponto levantado é a capacidade de um hospital filatrópico prestar serviços ao Município, numa espécie de venda direta que obviamente se exige Nota Fiscal. No Prelo não conhece o estatuto social do HNSG e por isso guardamos a boca para comer a farinha depois. Deixaremos o caso para ser apurado por quem de direito e sabemos que a diretoria do Hospital já está se mexendo quanto a isso.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dois casos suspeitos

Segundo o secretário de saúde, José Orleans da Costa, não é para fazer terror. Mas é fato. Sete Lagoas apresentou neste início de semana os dois primeiros casos suspeitos de nova Gripe, ou Gripe Suína, ou infecção pelo H1N1, como queiram.

Um jovem de 24 anos teria sido contaminado em Belo Horizonte e teria vindo para a cidade já com a doença. Apresentou os dois primeiros sintomas na segunda, quando procurou pela primeira vez a Unimed. ele voltou a procurar a clínica na terça-feira, quando só então foi notificado o caso de suspeita na secretaria.

O secretário informou que todas as providências já foram tomadas para evitar o alastramento da doença, que provavelmente também contaminou a mãe do jovem, uma vez que ela apresentou todos os sintomas na noite de ontem.

Mas será por que a clínica, ou Pronto Socorro, da Unimed não notificou o caso já segunda-feira? Já que está tão em voga a doença, no primeiro dia que o rapaz procurou os médicos, ele deveria ser imediatamente encaminhado à secretaria. Mas não foi feito, e esta demora pode ter sido responsável pela contaminação de mais pessoas.

Enquanto isso, com essa notícia, o preço da carne suína deverá despencar novamente na cidade e as máscaras deverão sumir das prateleiras das farmácias. Espera só a notícia chegar na imprensa...