sexta-feira, 17 de julho de 2009

Resolveram ressuscitar o homem....

Mais uma vez a mídia setelagoana resolve ressuscitar um político que andava meio apagado do meio. É isso mesmo, o ex-prefeito cassado de Sete Lagoas, Ronaldo o Cana Brava estará no programa Sem Censura do radialista João Carlos Oliveira (rádio Cultura AM) nesta segunda-feira (20), como confirma nota da coluna Sem Reserva (Jornal Sete Dias - edição de hoje, 17/07). Segundo a nota, a entrevista de Ronald só saiu após lobby de seus ex-assessores.

Ronald deve falar sobre sua situação política e possível filiação a um partido para se candidatar em 2010. Será que Cana Brava vai falar também sobre os processos que ele enfrenta na Justiça? Mas em um país onde dois ex-prefeitos (caso de Ipatinga) acusados de várias improbidades administrativas correm até o risco de se candidatarem novamente, tudo é possível. Vida que segue, estamos de olho e ouvidos atentos!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Foi dada a largada

E na própria coletiva com a imprensa, Ronald, agora o João, anunciou sua candidatura a reeleição a uma cadeira na Assembléia Legislativa, no próximo ano. Foi dada a largada oficialmente para o apertado vestibular para deputado estadual. Nomes é o que não falta.

Segundo o próprio ex-vice, agora deputado, já são 10 nomes que querem sair para deputado na cidade. Isso sem contar com os candidatos Copa do Mundo, que só aparecem a cada 4 anos. Muitos deles sem nenhuma chance de ser eleitos, mas que a vaidade cega a própria crítica.

Para alguns, o agora deputado mandou recado. "Ta na hora destes olharem para o espelho e perguntar o que fizeram realmente para a cidade. Para ganhar não precisa mais apenas de imagem, tem que fazer algo pela cidade".

Foi dado o recado. Agora resta saber quem vai escutar. Pois se nem enxergar estão...

Que cumpra a profecia

Há muito mais leis do apenas aquelas editadas pelos homens. Alguns podem chamar de Lei Divina, outros podem chamar de coincidências, há também a sorte ou mesmo destino. O fato é que Sete Lagoas segue com sua sina e cumpre a profecia. Na noite de terça-feira a Assembléia Legislativa de Minas Gerais aprovou o nome de Sebastião Oliveira para o cargo no Tribunal de contas do Estado. Por consequencia, o médico Ronald, agora o João, vice de Maroca, não é mais vice, mas sim Deputado Estadual. E seguimos como a terra dos sem-vices prefeitos.

Já fizemos um breve histórico da cidade, mas é sempre bom lembrar. Tudo começou com o Ronald Cana Brava, que brigou com seu vice, Paulinho Chup.., ops, Lambe Lambe, lá nos idos de 2001. Foi isolado, e perdeu seus quatro anos tentando reerguer seu nome. Ai veio as eleições de 2004, que o próprio Chup.., ops, Lambe Lambe concorreu com Cana Brava, mas perdeu. E o mandato começou aparentemente bem entre o titular e seu vice, até que uma tremenda turbulência abalou Sete Lagoas. Foi um entra e sai de prefeitos, que acabou mais uma vez na briga entre os dois. Resultado final: Leôncio Maciel, como prefeito e Cana Brava cassado pela Câmara. Mais uma vez sem prefeito. Agora a sina segue com Maroca. Na ponta do lápis são oito anos sem vices prefeitos.

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, o próprio Ronald, agora o João, reconhece que pode fazer mais pela cidade na Assembléia. Esperamos que a relação com o prefeito traga bons frutos para a cidade. Mas já anunciou. Não quer que Maroca desmanche a equipe que foi formada para atender, na casa que antes era da Secretaria de Obras, esquina com a Plácido de Castro. No total são 6 funcionários em seu gabinete, que deverão, mesmo sem vice, continuar por lá, recebendo normalmente da prefeitura. "É um custo conseguir montar uma equipe boa como essa. Não pode deixar essa estrutura parar", elogiou o ex-vice, agora deputado. Ele disse que assim que possível, continuará acompanhando de perto a administração municipal, e sempre estar presente no atual gabinete.

Falta agora apenas o Ronald, agora o João, assumir sua cadeira em Belo Horizonte, e abrir mão de seu salário como vice em Sete Lagoas. Algo que a ética prevê. Estaremos de olho.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Falta de um Líder

Primeiramente, nós de No Prelo queremos agradecer a assiduidade dos internautas quanto à participação nos comentários sobre os vários posts publicados por estes dois jornalistas. Salientamos a necessidade de diálogo, críticas sim, mas não contra a honra de quem quer que seja. Uma administração se faz também ouvindo críticas, para que elas possam se traduzir em medidas acertadas e que gerem o melhor para a sociedade. Este é o objetivo de No Prelo.

Bem, vamos à vaca fria. O que se tem notado nos últimos meses nas reuniões da Câmara Municipal é a total falta de liderança do prefeito naquela Casa. À frente está o Lider, vereador Renato Gomes, do PV, de primeira viagem no exercício do cargo, mas até o presente momento ainda não lhe caiu a ficha da posição que ocupa. Não cabe aqui uma crítica ferrenha do nobre edil, marinheiro de primeira viagem e que não está acostumado aos meandros da atividade legislativa.

Renato Gomes se mostra uma pessoa atenta ao dia a dia da cidade, tem boas intenções, mas foi jogado no meio de "cobras criadas". Tem cortado um dobrado diante das críticas de alguns de seus colegas à administração que representa e quanto às cobranças e pedidos de providências apontados para sua pessoa. Coitado, tá mais perdido que surdo no bingo. Faltou malícia da administração municipal ao escolher Renato Gomes ou faltaram nomes que quisessem representar representa-la na Câmara?

Caso o líder do prefeito não tome tento daquilo que vem acontecendo e consiga responder à altura a cobrança de alguns de seus pares, ele vai que ter fazer um verdadeiro estoque de Lexotan. Ao que parece, o papel de liderança pode até mesmo atrapalhar seu desempenho parlamentar neste início de legislatura, quando na verdade ele teria que se firmar, a exemplo de alguns de seus colegas. Sorte a ele!!!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os últimos capítulos

Parecia interminável, um dramalhão com direito à tragédias e muita espectativa. Mas parece que a novela dos mototaxistas está para ter os últimos capítulos. Uma nova lei que regulamenta o serviço foi aprovada pelo Senado e agora resta apenas esperar ser sancionada pelo presidente. E Sete Lagoas perdeu a oportunidade de sair na frente.

No texto aprovado há algumas exigências para os profissionais, como adequação nas motocicletas e o piloto aprovado em um curso do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Mas há ainda mais que isso. As normatizações específicas, no caso de mototaxistas, deverá ser feita pelas Câmaras Municipais. E foi ai que perdemos a chance de sair na frente.

Essa novela na cidade vem de muito tempo, e projetos de lei já foram apresentados, para regulamentar a profissão. O último é de autoria do Claudinei Dias, do PT. Mas nunca foi desemperrado, e nunca saiu do papel. Ou seja, agora a luta da classe é conseguir, o mais rápido possível regulamentar as normas no município. Será o que faltou para que tenha sido aprovada antes? Vontade política? Ou falta dela? Parece que o cachimbo caiu.

As opiniões sobre a regulamentação do serviço são diversas, e há pessoas contra, como há muitos a favor. O fato é que era realmente preciso regularizar a situação - seja ela na forma de aprovar ou proibir de vez. Os dois últimos capítulos agora estão na mão do presidente - que deve sancionar a lei - e de nossos nobres vereadores. E que tenha, assim como as novelas globais, um final feliz.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Seis meses se passaram...vamos ver os próximos...

Muito bem, a administração municipal chega aos seus seis meses completos em 2009 e muito pouco, para dizer a verdade, pode ser visto, pelo menos a olhos nus. Mas em contrapartida, nos bastidores, muito se tem notícia de estar sendo feito, mas ao mesmo tempo, muito pouco se sabe, na realidade, o que é. O governo do Sr. Mário Márcio Campolina Paiva, o Maroca, chegou com cara de renovação, de quebra de velhos conceitos e velhas práticas, bem usuais na política setelagoana há várias décadas.

Mudou? Sim, novos nomes vieram a compor seu primeiro escalão, pessoas já "vividas" em administração pública - citamos a Sra. Maria Lisboa (Educação) e o Sr. José Orleans da Costa (Saúde). Ao mesmo tempo, caras novas não só na administração, mas também na idade, deram o ar da graça, como Nadab Abelin e Gustavo Costa Paulino. A oxigenação na vida pública é uma ótima sacada, mas até o momento muito pouco se viu, de concreto, na tal mudança de rumos da política de Sete Lagoas.

Seis meses se passaram, vamos ver os próximos. Nos bastidores, muito se especula. Até possíveis tentativas de golpe. A Câmara Municipal também tem feito pouco, a não ser em termos de infindáveis audiências públicas. Mas querer que vereadores façam algo diante da falta de projetos para serem apreciados e, mais ainda, na falta de temas para debate, é querer demais. No Prelo tem avaliado o trabalho de alguns membros do primeiro escalão e fato é que o trabalho desempenhado tanto por Maria Lisboa quanto por José Orleans tem refletido positivamente em suas áreas de atuação.

Maria Lisboa enfrenta resistência de vereador e de parte de sua própria equipe. Mesmo assim, partiu pra cima e está disposta a implementar seu plano de ação. Orleans da Costa pelo mesmo caminho. Vamos aguardar os próximos acontecimentos e os próximos embates, caso venham a acontecer. Sete Lagoas está parada até o momento e algo precisa acontecer. Não negativamente, mas a conquista de algo concreto, que possa ser o passo inicial e o pontapé da tal mudança tão ansiada pela sociedade.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quebra de paradigmas


Para quem esperava um preto (sim, ele mesmo prefere que o chamem assim), que veio da favela e cantor de rap chegar e falar gírias e enaltecer o crime, a palestra/conversa com MV Bill deve ter sido uma boa surpresa. De forma clara e objetiva, o rapper falou sobre o mundo das drogas no ponto de vista da sua face mais cruel. Não aquela visão pasteurizada, que sempre são criminosos aqueles que sobem a favela, ou mesmo do filho da classe média que conhece a boca apenas na hora de comprar sua droguinha para manter o vício. É uma visão de dentro, de quem sofre com a guerra, perde com ela. É a dura face da realidade daqueles que são esquecidos pelos engravatados donos do poder.

E foi uma constante quebra de paradigmas, impressionantemente ao contrário. Foi uma reafirmação constante da importância do diálogo com a família, do incentivo ao mundo da leitura, e uma crença à Deus, sem intermediários, doutrinas ou mesmo igreja. "Temos que liberar a educação", foi o que comentou quando perguntaram sobre a liberação da maconha.

E o melhor de tudo é ver como uma pessoa, que nunca teve chances na vida e muito menos sentou em um banco universitário, conseguir ser respeitado através de um trabalho sério e ter o controle de uma grande platéia dentro de um espaço acadêmico, antes reservados apenas a aqueles ditos doutores. E melhor ainda. Ver que muitos ali vinham de comunidades carentes, que estavam ali para ouvir o que ele tinha a dizer.

Para quem ainda tinha algumas restrições, para não dizer preconceitos, foi uma ótima oportunidade para jogar tudo fora e aplaudir de pé a diversidade. Principalmente de pensamentos... Uma boa conversa que deveria ter sido transmitida pelos quatro cantos da cidade, e não restrita a uns poucos que conseguiram entrar. Mas é um bom começo.

Obs.: Por que, coincidentemente, a polícia esteve presente com seu giraflex, no dia da apresentação do MV Bill? Nunca vi nenhuma patrulinha rondando o Campus da Unifemm em dia de aulas normais. O que será que estavam procurando?