Vou me abster de falar do fato, da história, dos argumentos de ambos os lados, pois isso tudo está disponível pela internet, em vários locais, para serem lidos. O que quero aqui na verdade é achar um ponto, ou até que ponto, esse tapa influencia a vida da nossa política Sélagoana.
Há quem diga que o repórter do programa CQC, Felipe Andreoli, ou mais, que os humoristas-repórteres, vão muito além das obrigações de um jornalista normal, e ultrapassam os limites, tentando desvalorizar as pessoas, através de situações vexaminosas. Outras, por outro lado, defendem o tipo de ofensiva feita aos políticos, pois fazem perguntas que a população gostaria de fazer, mas não tem a chance de fazer. Cada um com seus argumentos, poderia ficar por horas em uma mesa de bar discutindo o assunto.
O nobre deputado Mário REInald, do PP, se declara pré-candidato à cadeira maior do palacete da praça Barão do Rio Branco, e o que as notícias que se espalha é que já tem até vice definido, o ex-vice-prefeito-ex-deputado-estadual, Ronald, este agora, o João. Ainda nada 100% confirmado, pois há alguns litros de água a se passar pela ponte. E o que vemos pelas mídias sociais, é que o tal tapa, pode virar uma pedra. No sapato dos planos do nobre deputado.
Por mais que queira dar a entender que o tapa foi uma reação instintiva em um momento inadequado, o ato, ou melhor preciso, um tipo de violência, não é bem visto pela população. Qualquer que seja a provocação, um tapa é mal visto pela sociedade, não como um todo, mas pelo menos por uma parte dela. A imagem do fato ainda não roda as mídias sociais, e os produtores do programa, com certeza, vão segurar até a segunda-feira, pois será alta a audiência para ver o que foi dito pelo repórter/humorista e sua bofetada - principalmente nas nossas Sélagoas. E depois de liberadas, essa imagem com certeza vai rodar muito, e pelas comunidades virtuais, surgirão piadinhas e versões alternativas.
E no final, no auge da batalha política, onde as piores armas são usadas contra os adversários, tudo será usado para vencer uma guerra. A imagem deve voltar situada em algum lugar, de alguma forma. Já aprendemos que contra imagens, é difícil se explicar.
Até onde entendemos de política, essa dobradinha de REInald e Ronald é vista como uma dupla quase imbatível nas próximas eleições. Como o quadro dos candidatos ainda não está formado, não vamos nos precipitar. Mas certo é que essa imagem vai virar a pedra da possível candidatura.
É o efeito borboleta.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Prêmio Sebrae
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| Premiação do Sebrae Minas. Foto por Carolina Corrêa. |
Algumas pessoas reclamaram comigo, pois não havia falado antes que estava concorrendo. Mas o "segredo" foi duramente guardado por uma semana, pois não sabia se íamos levar o prêmio. E como em Sélagoas os olhos gordos adoram gorar este tipo de coisa, preferi esperar o resultado. Está aí. Meu primeiro prêmio no jornalismo.
Dedico esta premiação antes de tudo à minha mãe, que me mostrou como ver a vida com garra. Mas também dedico aos meus amigos jornalistas profissionais de Sete Lagoas, os Franciscanos, como gostamos de nos denominar. E especialmente ao meu amigo-irmão Fred Rezende, que lá de cima, deve estar comemorando comigo nesta hora. Esse é para você Fred. E agradecer minha namorada Carol, que esteve comigo lá na hora da premiação me apoiando.
Os cães continuam latindo, mas a caravana não para!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Questões
Péssimo dia este para ficarmos pensando. Não é mesmo? Sexta-feira, véspera de um feriado ali pronlongado. Mas eis que dois comentários deste blog me fez pensar e fará algumas pessoas terem um momento de reflexão também. Vamos lá.
Um anônimo, que deveria ter assinado, a meu ver, postou um comentário no texto "Lances Futuros", que pelo jeito e cara da coisa, se refere ao nobre deputado Márcio REInald. E deve ser sobre a observação, ao pé do meu texto. O comentário é o seguinte:
"Somente para ilustrar:
1)http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2012/01/20/interna_politica,287001/pp-trabalha-com-dois-nomes-para-chefiar-o-ministerio-das-cidades.shtml
2)http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/tag/marcio-reinaldo-moreira/
3)http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/01/20/interna_politica,273397/pp-trabalha-com-dois-nomes-para-chefiar-o-ministerio-das-cidades.shtml".
Respondemos assim.
1) Sei, das internas desta empresa, que se chama Diários Associados, que tanto a matéria do Correio Brasiliense, quanto do Estado de Minas, são assinadas e feitas pela mesma pessoa. Inclusive o chefe de redação é o mesmo. Ou seja, nas entrelinhas, dos três exemplos que nos deu, cai para apenas dois.
2) Em ambos textos que sobraram, afirma que O PARTIDO, O PP, TRABALHA COM DOIS NOMES, MÁRCIO REINALDO E AGUINALDO RIBEIRO. Se realmente ler o texto, vai se deparar com o seguinte: "Somente a imprensa local anunciou que este tal de deputado iria assumir o ministério e que seu nome era um dos preferidos pela presidente Dilma." O que na verdade não foi. A história está ai para contar. Por isso falei: foi quase quase.
O segundo comentário publicado anonimamente é o seguinte:
"Talvez fosse interessante fazer uma revisão de como o nobre deputado REInald desembarcou em SL. Quando foi eleito a primeira vez e que forças o apoiaram. Acho que seria muito interessante e esclarecedor. A memória é curta."
É uma ótima idéia levantarmos essas catacumbas da política Sélagaoana.
Um anônimo, que deveria ter assinado, a meu ver, postou um comentário no texto "Lances Futuros", que pelo jeito e cara da coisa, se refere ao nobre deputado Márcio REInald. E deve ser sobre a observação, ao pé do meu texto. O comentário é o seguinte:
"Somente para ilustrar:
1)http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2012/01/20/interna_politica,287001/pp-trabalha-com-dois-nomes-para-chefiar-o-ministerio-das-cidades.shtml
2)http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/tag/marcio-reinaldo-moreira/
3)http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/01/20/interna_politica,273397/pp-trabalha-com-dois-nomes-para-chefiar-o-ministerio-das-cidades.shtml".
Respondemos assim.
1) Sei, das internas desta empresa, que se chama Diários Associados, que tanto a matéria do Correio Brasiliense, quanto do Estado de Minas, são assinadas e feitas pela mesma pessoa. Inclusive o chefe de redação é o mesmo. Ou seja, nas entrelinhas, dos três exemplos que nos deu, cai para apenas dois.
2) Em ambos textos que sobraram, afirma que O PARTIDO, O PP, TRABALHA COM DOIS NOMES, MÁRCIO REINALDO E AGUINALDO RIBEIRO. Se realmente ler o texto, vai se deparar com o seguinte: "Somente a imprensa local anunciou que este tal de deputado iria assumir o ministério e que seu nome era um dos preferidos pela presidente Dilma." O que na verdade não foi. A história está ai para contar. Por isso falei: foi quase quase.
O segundo comentário publicado anonimamente é o seguinte:
"Talvez fosse interessante fazer uma revisão de como o nobre deputado REInald desembarcou em SL. Quando foi eleito a primeira vez e que forças o apoiaram. Acho que seria muito interessante e esclarecedor. A memória é curta."
É uma ótima idéia levantarmos essas catacumbas da política Sélagaoana.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Há muita água ainda
Muita água ainda tem para passar debaixo dessa ponte. E alguns litros dela passaram mais um pouco na manhã desta terça-feira, na coletiva de imprensa amistosa, no gabinete do prefeito Maroca. O foco era a assinatura do convênio do BNDS para a captação de água do Rio das Velhas, mas ao final, o prefeito falou de eleição 2012. Nada que modificou o cenário atual, uma vez que ele já havia dito que não sairia à reeleição. Tudo ainda está nebuloso no horizonte das Sélagoas.
Maroca deu a entender que vai apoiar o nobre deputado, Márcio REInald, caso ele oficialize a sua pré-candidatura, se ela realmente sair do papel. Ontem noticiamos que o próprio pré-candidato está colocando água no próprio chopp, e retiraria sua suposta posição de candidato. Ainda sem sabermos o porquê.
Mas fato é que todos esses movimentos ficam suspensos com a indefinição do nobre deputado. Ninguém arrisca um passo sequer sem que essa pré-candidatura seja confirmada, tanto pelo pré-candidato, quanto pelo próprio partido. Os partidos estão em compasso de espera para saber para qual lado adotar, se brigam por um cargo de vice na chapa já tida como vitoriosa, se lançam nome próprio.
Enfim, tudo ainda é um enorme novelo. E pelo andar da carruagem, as coisas só vão encaminhar nos últimos instantes, no final de junho, prazo final para os partidos realizarem suas convenções e definir suas chapas e alianças. Até lá, tudo ficará no campo das especulações.
Maroca deu a entender que vai apoiar o nobre deputado, Márcio REInald, caso ele oficialize a sua pré-candidatura, se ela realmente sair do papel. Ontem noticiamos que o próprio pré-candidato está colocando água no próprio chopp, e retiraria sua suposta posição de candidato. Ainda sem sabermos o porquê.
Mas fato é que todos esses movimentos ficam suspensos com a indefinição do nobre deputado. Ninguém arrisca um passo sequer sem que essa pré-candidatura seja confirmada, tanto pelo pré-candidato, quanto pelo próprio partido. Os partidos estão em compasso de espera para saber para qual lado adotar, se brigam por um cargo de vice na chapa já tida como vitoriosa, se lançam nome próprio.
Enfim, tudo ainda é um enorme novelo. E pelo andar da carruagem, as coisas só vão encaminhar nos últimos instantes, no final de junho, prazo final para os partidos realizarem suas convenções e definir suas chapas e alianças. Até lá, tudo ficará no campo das especulações.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Novos lances futuros
Pouco depois de publicar o texto anterior, o xadrez da eleição municipal mexeu algumas peças. Se não mexeu, pelo menos pareceu se mexer, com novidades vindas da profundidade da rádio corredor. Então vamos aos fatos.
Primeiro as notícias, ou fofocas, como alguns gostam de colocar, da rádio corredor: o nobre senhor deputado federal estaria colocando água em seu próprio chopp, ou como dizem por ai, estaria anunciando que o gato subiu no telhado, sobre a sua candidatura à prefeito. Nada ainda oficial, uma vez que a candidatura não foi lançada oficialmente. Portanto, ele estaria se movimentando para retirar não oficialmente a sua candidatura não oficial?
Ai os meus botões começam a me gritar novamente. Com qual objetivo ele teria lançado a candidatura não oficialmente e depois retiraria não oficialmente novamente? Seria para lançar nomes futuros no seu lugar? Que nome seria esse?
Aguardamos os próximos movimentos do xadrez político.
Primeiro as notícias, ou fofocas, como alguns gostam de colocar, da rádio corredor: o nobre senhor deputado federal estaria colocando água em seu próprio chopp, ou como dizem por ai, estaria anunciando que o gato subiu no telhado, sobre a sua candidatura à prefeito. Nada ainda oficial, uma vez que a candidatura não foi lançada oficialmente. Portanto, ele estaria se movimentando para retirar não oficialmente a sua candidatura não oficial?
Ai os meus botões começam a me gritar novamente. Com qual objetivo ele teria lançado a candidatura não oficialmente e depois retiraria não oficialmente novamente? Seria para lançar nomes futuros no seu lugar? Que nome seria esse?
Aguardamos os próximos movimentos do xadrez político.
Lances futuros
Ainda que muitos espalham por ai que a eleição municipal começa a se aquecer, eu particularmente não sinto tanto esse calor. Na verdade, sinto frio. Na espinha. E mais uma vez nossos protagonistas da política local nos coloca diante um quadro com pouca criatividade, por algumas vezes beirando ao patético. Mas como assistimos tudo de camarote, vendo católicos e leões se degladiando na arena, não a do Jacaré, mas da ceara política, aguardamos o resultado final das urnas. Ali sim vamos ver quem sai perdendo: se novamente será a cidade e sua população.
Na minha visão até agora os lances da sucessão municipal estão apenas como um jogo de truco. Um monte de blefe, de cartadas mais para estudar o campo da disputa, que deve mesmo começar e virar um campo de batalha, depois de julho, quando realmente os nomes estarão efetivamente escolhidos. Até lá, a meu ver, tudo não passa de especulações, conchavos e negociatas.
É óbvio que não podemos ignorar o anúncio pré-oficial do deputado federal da cidade, que de certa forma, impõe seu nome como principal na disputa de outubro para o cargo mais alto no município. Ele começou mansinho, falando da possibilidade e, de repente, ele praticamente é o candidato quase invencível, na análise de muitos analistas especialistas em eleições. É tão certo o seu nome que agora a disputa entre os partidos que querem embarcar na campanha vitoriosa é pela vaga de vice. Já tivemos até vereador se autodenominando o melhor nome para o cargo de vice, entre tantos pretendentes.
É o ego que continua inchado nas Sélagoas.
E para mim, pensando com meu botões, fica a pergunta mais pertinente: porque diabos um deputado assim tão aclamado, que já até quase - beirando assim o quase do quase* - assumiu um ministério, vai sair e disputar a nossa prefeitura?
* Somente a imprensa local anunciou que este tal de deputado iria assumir o ministério e que seu nome era um dos preferidos pela presidente Dilma. Nenhum outro jornal, site, ou mesmo blog, incluiu seu nome como cogitado para tal cargo.
Na minha visão até agora os lances da sucessão municipal estão apenas como um jogo de truco. Um monte de blefe, de cartadas mais para estudar o campo da disputa, que deve mesmo começar e virar um campo de batalha, depois de julho, quando realmente os nomes estarão efetivamente escolhidos. Até lá, a meu ver, tudo não passa de especulações, conchavos e negociatas.
É óbvio que não podemos ignorar o anúncio pré-oficial do deputado federal da cidade, que de certa forma, impõe seu nome como principal na disputa de outubro para o cargo mais alto no município. Ele começou mansinho, falando da possibilidade e, de repente, ele praticamente é o candidato quase invencível, na análise de muitos analistas especialistas em eleições. É tão certo o seu nome que agora a disputa entre os partidos que querem embarcar na campanha vitoriosa é pela vaga de vice. Já tivemos até vereador se autodenominando o melhor nome para o cargo de vice, entre tantos pretendentes.
É o ego que continua inchado nas Sélagoas.
E para mim, pensando com meu botões, fica a pergunta mais pertinente: porque diabos um deputado assim tão aclamado, que já até quase - beirando assim o quase do quase* - assumiu um ministério, vai sair e disputar a nossa prefeitura?
* Somente a imprensa local anunciou que este tal de deputado iria assumir o ministério e que seu nome era um dos preferidos pela presidente Dilma. Nenhum outro jornal, site, ou mesmo blog, incluiu seu nome como cogitado para tal cargo.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Retrocesso para a cultura
Fiquei meses sem nem mesmo entrar aqui no blog. Por um monte de motivos, alguns já descritos no texto anterior, fiquei sem vontade de escrever, e o pior, até mesmo de ler textos antigos. A minha decepção com a política local me levou a uma reflexão profunda, de que uma luta estava sendo vencida pelas mãos daqueles que só pensam no seu próprio umbigo, e não na população ou na cidade. Antes que venham com pedras ou elogios baratos e aproveitadores para denegrir a imagem de A ou B, não estou falando dessa administração, mas sim do quadro político que vemos na cidade como um todo, com os movimentos que vemos, com a falta de compromisso com essa classe já desacreditada. Há muito tempo. Mas eis que me surge um motivo para voltar aqui e escrever de novo.
Durante um ano, pessoas (algumas como eu, que não são ligadas a nenhum grupo ou partido político, portanto, sem interesse a não ser avançar com uma política cultural séria) discutiram a fundo um novo modelo de leis para incentivo à cultura local. Nos debruçamos em leis de outras cidades, pegamos modelos, reunimos e formulamos algo próximo à uma política séria para a cultura. Foi formulado uma Lei, denominada Zacarias, que foi enviada para a Câmara e depois para a prefeitura.
E depois disso tudo, ficamos sabendo, agora, que a prefeitura retrocedeu em tudo que foi conversado e formulado. E o pior. Retrocedeu mais do que a lei que já existia e não funcionava anteriormente. A nova legislação definia que não só o ISSQN poderia ser usado pela Lei, mas também o IPTU e a dívida ativa, em que os três poderiam ser abatidos caso a empresa ou cidadão "patrocinasse" um projeto aprovado através da lei. Neste quesito, a administração surpreendeu: vetou praticamente tudo, e o que vai vai valer para conseguirmos algum apoio será apenas a dívida ativa. Nem mesmo o ISSQN, que antes figurava na lei anterior, foi poupado.
Junto, discutimos que deveria existir um edital para o Fundo Municipal de Cultural, que iria premiar projetos bem estruturados e comprovadamente traria retorno para a população. Hoje, o Fundo Municipal é distribuído através de subvenções sociais, e sabemos que existem casos de entidades que recebem até R$20 mil sem ter nenhum retorno social. Há aberrações que nos arrepia. Pensamos então que deveria ser lançado um edital e aprovados os projetos, para contemplar quem realmente dá retorno para a cidade. Para não prejudicar os mais "fracos" - frase usada por alguns - , pensamos em uma redução anual, que dos 100% voltado para subvenção hoje, até 2015, se não me engano, esse percentual cairia para algo em torno de 30% de todo o valor distribuído pelo Fundo. Pois bem. A prefeitura propôs um teto de 35% do total do Fundo voltado para os editais, a forma comprovadamente mais democrática de se dividir esse bolo do Fundo. Ou seja, entre linhas: o dinheiro do Fundo Municipal de Cultura vai continuar sendo usado como subvenção para "comprar" algumas entidades, e formar o tradicional curralzinho eleitoral. Terrível.
É preciso urgentemente que os artistas que querem realmente levantar uma discussão séria sobre a política cultural na cidade unir contra esse disparate total. É preciso mostrar que cultura não é gasto, mas sim investimento, principalmente social. E que ainda gera empregos, gira dinheiro, e além disso, e talvez mais importante: tira a sociedade desse marasmo e dessa pasmaceira que vive.
Mas acho que não é isso que nossos mandatários querem. Certo?
Obs.: Aqui não estou criticando a atuação do atual secretário de cultura. Não me venham nos comentários denegrir a imagem de ninguém, pois isso não será aceito. Se formos olhar para um passado recente, Fred foi, sem dúvida, o secretário mais acessível e que pensa realmente na cultura, em comparação a outros que passaram por ali.
Durante um ano, pessoas (algumas como eu, que não são ligadas a nenhum grupo ou partido político, portanto, sem interesse a não ser avançar com uma política cultural séria) discutiram a fundo um novo modelo de leis para incentivo à cultura local. Nos debruçamos em leis de outras cidades, pegamos modelos, reunimos e formulamos algo próximo à uma política séria para a cultura. Foi formulado uma Lei, denominada Zacarias, que foi enviada para a Câmara e depois para a prefeitura.
E depois disso tudo, ficamos sabendo, agora, que a prefeitura retrocedeu em tudo que foi conversado e formulado. E o pior. Retrocedeu mais do que a lei que já existia e não funcionava anteriormente. A nova legislação definia que não só o ISSQN poderia ser usado pela Lei, mas também o IPTU e a dívida ativa, em que os três poderiam ser abatidos caso a empresa ou cidadão "patrocinasse" um projeto aprovado através da lei. Neste quesito, a administração surpreendeu: vetou praticamente tudo, e o que vai vai valer para conseguirmos algum apoio será apenas a dívida ativa. Nem mesmo o ISSQN, que antes figurava na lei anterior, foi poupado.
Junto, discutimos que deveria existir um edital para o Fundo Municipal de Cultural, que iria premiar projetos bem estruturados e comprovadamente traria retorno para a população. Hoje, o Fundo Municipal é distribuído através de subvenções sociais, e sabemos que existem casos de entidades que recebem até R$20 mil sem ter nenhum retorno social. Há aberrações que nos arrepia. Pensamos então que deveria ser lançado um edital e aprovados os projetos, para contemplar quem realmente dá retorno para a cidade. Para não prejudicar os mais "fracos" - frase usada por alguns - , pensamos em uma redução anual, que dos 100% voltado para subvenção hoje, até 2015, se não me engano, esse percentual cairia para algo em torno de 30% de todo o valor distribuído pelo Fundo. Pois bem. A prefeitura propôs um teto de 35% do total do Fundo voltado para os editais, a forma comprovadamente mais democrática de se dividir esse bolo do Fundo. Ou seja, entre linhas: o dinheiro do Fundo Municipal de Cultura vai continuar sendo usado como subvenção para "comprar" algumas entidades, e formar o tradicional curralzinho eleitoral. Terrível.
É preciso urgentemente que os artistas que querem realmente levantar uma discussão séria sobre a política cultural na cidade unir contra esse disparate total. É preciso mostrar que cultura não é gasto, mas sim investimento, principalmente social. E que ainda gera empregos, gira dinheiro, e além disso, e talvez mais importante: tira a sociedade desse marasmo e dessa pasmaceira que vive.
Mas acho que não é isso que nossos mandatários querem. Certo?
Obs.: Aqui não estou criticando a atuação do atual secretário de cultura. Não me venham nos comentários denegrir a imagem de ninguém, pois isso não será aceito. Se formos olhar para um passado recente, Fred foi, sem dúvida, o secretário mais acessível e que pensa realmente na cultura, em comparação a outros que passaram por ali.
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