quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Para refletir

Enquanto nossas "ôtoridades" discutiam atrás de mesas em auditório sobre a nossa situação (crítica) da violência, sobre Olhos Vivos e novas viaturas, os crimes e a desproteção da população vem à tona.

Além do duplo assassinato ocorrido no último domingo, em uma praça de bairro de maioria pobre, onde Olho Vivo não deve chegar, patrimônio de empresas é claramente depredado por ladrões. São nada menos que 9 ocorrências registradas e outras 2 não feitas de roubos no mesmo local, no bairro Eldorado, outro que não será visto pelo Olho Vivo. Onde está a inteligência da polícia que não consegue enxergar que 9 Boletins de Ocorrência é o suficiente para que alguma ação seja feita para barrar os bandidos?

Onde estão as ações efetivas? Até quando eles verão que ações como canetadas em "papel que aceita tudo" em mesas das "ôtoridades" não vão surtir efeitos na segurança da população?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sobre crimes e drogas

Mas depois da reflexão sobre a Bienal e suas pichações, vamos voltar ao nosso próprio umbigo mais uma vez. Terminamos o fim-de-semana trágico, com um duplo assassinato na praça da bairro JK. Ninguém ainda foi preso até o momento da redação deste texto, não há suspeitos oficiais, e nenhum motivo aparente.

Mas pelo estilo do crime, em que dois irmãos foram assassinados sem nenhuma dó em frente a um bar da pracinha, leva-nos a crer em algo relacionado às drogas. Não estamos afirmando que seja ligado ao tráfico, mas o perfil é bem parecido com o tipo de crime, com execução no meio do povo. A própria polícia admite que uma grande parte dos assassinatos ocorridos em Sete Lagoas estão ligados ao comércio de drogas.

E ai nos leva a uma reflexão. As drogas não levam as pessoas mais somente por excesso, por overdose, mas também por dívidas e acerto de contas, ou mesmo acupação de pontos de vendas, vulgarmente conhecidos como bocas. Onde será que tudo isso está chegando?

São crimes que a cidade não conhecia há pouco mais de 10 anos, e que tiveram uma escalada nos últimos anos. E a omissão dos órgãos competentes, pode agravar ainda mais a situação. Não apontamos o dedo penas para as Polícias, mas também para o poder público. É preciso ocupar estes espaços vagos, deixados de lados pela sociedade organizadas, antes que isso seja feito pelos traficantes, o que já começa a acontecer. E foi assim que o Rio de Janeiro, e outras demais capitais, chegou no que está hoje.

É preciso uma política séria e real de programas que atendam essas comunidades mais carentes. E quando falamos de comunidades carentes, não falamos apenas de recursos monetários ou de posses, mas de carência de opção de lazer, de atenção do próprio poder público. É preciso investir além do óbvio básico, a educação e saúde, mas também na cultura, com eventos abertos e gratuitos, com artistas do próprio local. Oficinas e aulas de artes, música, teatro, e o que mais for possível. Não adianta apenas o Proerd, que é uma ação que dá resultado, mas não resolve. Assim como o Olho Vivo, que vai apenas deixar seguros os comerciantes que pagaram por ele. A periferia da cidade ainda estará esquecida.

É PRECISO URGENTE QUE NOSSOS RESPONSÁVEIS, PODER PÚBLICO, POLÍCIA E SOCIEDADE ORGANIZADA OCUPEM ESTE VÁCUO. É PRECISO QUE ALGO SEJA FEITO, ANTES DE FICAR UMA SITUAÇÃO INCONTROLÁVEL.

Não tem nada a ver...


mas vamos comentar assim mesmo, afinal, o blog é nosso espaço aberto para qualquer tipo de assunto. Segundo reportagens, 40 pichadores invadiram a 28° Bienal de São Paulo, e picharam as paredes da galeria vazia da exposição. De novo volta toda aquela velha discussão: pichação é arte ou não?

A resposta neste caso não será respondida, afinal cada um tem a sua impressão do que é arte, e defendo profundamente essa questão livre de que qualquer um pode ser seu próprio crítico de arte. Então, se pichação é arte não será respondida, o que faço a escrever este texto?

A reflexão é sobre justamente a ação do Pichadores X Bienal. A exposição deste ano já ficou apelidada de Bienal do vazio, justamente por deixar um andar inteiro do prédio sem nenhuma obra ou peça, e que para quem não conhece, podemos dizer que é um espaço bem grande vazio. O que quer realmente dizer isso? Será que devemos refletir que o espaço em branco está mais expressivo que se chama de arte contemporânea? A arte está em crise? Não creio que a arte está morta, mas ela justamente ultrapassou os limites das paredes das galerias de artes e tomaram as ruas. Para ser uma peça de arte, não se precisa mais estar exposto em uma galeria, com luzes especiais, guardada por aparatos de segurança e avaliada por milhões de dólares.

Mas se de um lado a arte saiu para as ruas, outro tipo de arte, criada nas ruas, começa a invadir o velho sepulcro artístico, as galerias. E no final tudo vira arte. Ou não.

Mas este escriba defende profundamente a ação destes pichadores, querendo o leitor concordar ou não. Se a intenção da organização era justamente polemizar a arte, estes "vândalos", como alguns os chamam, captaram mais o espírito da coisa do que muitos entendedores de arte, os especialistas de plantão. E cá entre nós. Será que isso não foi até uma forma dos curadores abrirem a bienal de uma forma polêmica? Se não foi, pelo menos a bienal começou de uma forma glamouriosa, melhor do que nos últimos patéticos anos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Lairson no Saae?

E as especualções continuam a brotar dos solos sete-lagoanos. Montada a equipe de transição, os rumores aumentam cada vez mais. E desta vez já se fala em cargos específicos.

Como o Lairson Couto é um integrante da turma de transição, é praticamente certa a presença dele no próximo governo. Mas ontem, um passarinho verde nos contou que o mais provável era Lairson voltar para o Saae. Conselheiro do governo estadual, este seria o cargo mais indicado para o engenheiro.

Fica nosso registro...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quem faz o Comunicação Total....


Muitas pessoas têm questionado aos membros de No Prelo quem são os "responsáveis" pelo Comunicação Total, em suas edições de sábado pela manhã, 10 às 12 horas, pela Rádio Santana FM 87,9. Tá aí uma foto recente de parte do pessoal. Da esquerda para a direita Celso de Azevedo (âncora), Fábio "Sorriso" Lopes (técnica), Mauro Rocha (a voz de veludo do rádio setelagoano desde a ZU4), e estes que vos escrevem quase que diariamente em No Prelo, Fred Rezende e Marcos Avellar. Falta aí a Hérica Mertz (a faz tudo).

Composição da equipe e transição

Continuamos a especular aqui em No Prelo quanto à possível formação da futura equipe de governo do prefeito eleito, Maroca. Até o momento, muitos nomes têm sido ventilados, mas nada de confirmação houve ainda, até porque o tempo agora é de transição de governo, observar como está a casa para a chegada do novo comandante do Executivo pelos próximos quatro anos.

Nomes são falados, alguns com capacidade sim para ocupar cargos e o devem ocupar, como é o caso de Laírson Couto, mais técnico que político, portanto, um ocupante excelente para uma secretaria tipo do Meio Ambiente. Outro nome bastante ventilado e que tem grande experiência é o de Flávio de Castro, que já ocupou cargo no Ministério de Desenvolvimento Social ao lado de Patrus Ananias.

Vele lembrar que ele já foi secretário de Planejamento na primeira administração de Ronaldo Canabrava - naquela onde não houve problemas com improbidade, lembram? Pois é, não se sabe o motivo pelo qual Flávio saiu do governo, mas sua volta é aguardada e ele é sim um nome importante. Porém, das pessoas que estão sendo cogitadas há também aquelas que não acrescentariam em nada a uma administração tida como de mudança e futurista. Não vamos criar polêmica, mas que há, há.

Maroca deve ficar esperto porque tem gente falando em seu nome e às vezes ele nem sabe. Têm pessoas aí que podem o trair num piscar de olhos porque só olham para o próprio umbigo, são traíras que não se interessam pelo bem comum, apesar de se dizerem defensores disto ou daquilo. Como já foi dito, desejamos sorte ao futuro prefeito e que ele tenha jogo de cintura para lidar com os muitos interesses.

Quanto à transição, estão cogitando aí um processo aberto, no UniFEMM. Não seria demais levar uma questão tão importante para a discussão aberta e que teria a participação de alunos que nem daqui não são e o pior, alunos? Administração Municipal é coisa séria, de GENTE GRANDE, talvez poderia haver sim a participação de professores, mestres, doutores, PHD's, mas estudantes? Bem, pelo visto o prefeito Leone Maciel não vai criar empecilhos para a transição. Não vai manchar uma administração que segundo pesquisas possui mais de 64% de aprovação - o que não foi revertido nas urnas, até porque gostar da administração pode não ser necessariamente gostar do político ou de sua equipe.

E assim caminha Sete Lagoas.....mais para frente viremos com mais pitacos, aguardem e participem de No Prelo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mas enquanto isso, nas lagoas.....

Sei, especular é divertido, verdadeiramente um playground para os jornalistas. E a política é o melhor assunto para ser comentado, sobretudo porque mexe com os egos - incha-os e esvazia-os de uma maneira incrível -, mas há momentos que devemos apontar erros e pedir soluções e é justamente para isso que No Prelo foi criado. Lógico que com responsabilidade.

A grande mortandade de peixes na Lagoa da Boa Vista é só mais um de vários avisos para que as autoridades competentes tomem, enfim, uma atitude quanto à situação lastimável das lagoas que dão nome à cidade. Sete Lagoas deveria ter, como o próprio nome diz, sete espelhos d'água oficiais, mas se formos fazer a conta exata, devemos ter somente umas quatro. Isso é uma vergonha!

Entra prefeito, sai prefeito. Entra secretário, sai secretário, mas nada é feito para resolver o problema. A Lagoa da Catarina, quando não parece um pasto, é comparada a um brejo. A Cercadinho, coitada, agoniza há vários meses...e olha que está numa região considerada nobre, imagine se fosse na periferia? Temos a Lagoa da Chácara, que nem existe mais, além da tal Matadouro, que pasmem, estaria "pegando fogo", seria cômico se não fosse trágico. Lagoa não pega fogo, mas a fumaça que estaria saindo de lá há alguns meses atrás nos remontava a um incêndio, mas isso é assunto para outro post.

A Paulino está suja, com bancos de areia pra todo lado. A do Náutico teve a margem tomada à força, ao longo das décadas, sem que nada fosse feito para impedir este "uso capeão". Agora, vem a Lagoa da Boa Vista, que possui um belo espaço de eventos e esportes, mas quando nos voltamos para as águas, que lástima. Os peixes que apareceram mortos ditaram o tom da falta de cuidado com estes que são os principais cartões postais da cidade. Seria por causa do esgoto? Por falta de oxigenação? Não sabemos, o certo é que é preciso, e já passou da hora, de maior atenção com as lagoas da cidade. Quem se habilita?