quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Acumulando funções...

Enquanto a cidade anda às voltas com problemas que vão desde uma rede de esgoto ou de água que estoura e jorra água e "J"osta pra tudo quanto é lado, ou um trânsito caótico, sem perspectiva imediata de melhora, temos a grata surpresa de receber a informação de que nosso dignissímo prefeito, Maroca, passa a acumular funções. Como de praxe, como diz release encaminhado às caixas de e-mails destes que vos escrevem, o chefe do Executivo, além do cargo que ocupa lhe imputado pelo povo através do voto, agora também é presidente da Junta de Serviço Militar de Sete Lagoas.

Em cerimonia que contou com autoridades militares ligadas ao Exército, Maroca leu juramento e agradeceu - diga-se de passagem muito bem - o apoio do GAAAe na luta contra a Dengue na cidade, no início do ano. Gostamos do Maroca, é um cara bacana, e por isso não poderíamos deixar de brincar um pouco. Será que o prefeito vai dar expediente, agora, também, na Junta Militar? Jovens em período de alistamento, preparem seus documentos e aproveitem para levar a reivindicação de sua rua, seu bairro, sua região.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fácil soluçao?

O trânsito caótico da cidade voltou a ser assunto no plenário da Câmara. e desta vez o protagonista foi o Marcelo, eleito como Cooperselta, por ter vindo dessa classe. E, a princípio, de trânsito ele deveria entender bem.

Mas para ele a solução do caos instalado no centro da cidade é simples: apenas determinar horários para o transporte público. Ou seja, os lotações teriam horários fixados pela secretaria competente. "Não será a empresa ou os permissionários que deverão fazer essa determinação. Isso deve vir do poder público". Ele questionou sobre a criação de uma secretaria específica para tratar do assunto.

Mas será que é tão simples assim? Por que ninguém teve essa idéia genial antes?


Em tempo: para barrar a gripe A, ou suína, como ficou conhecida, será proibido os selinhos, ou beijinhos entre os adolescentes. Mais detalhes vamos deixar para nossos colegas do Sete Dias, no Sem Reserva. Com a palavra a equipe do jornal...

Engolindo a seco

Pode não ter sido o maior destaque, mas com certeza chamou a atenção da maioria dos presentes no plenário da Câmara Municipal nesta tarde. O inflamado, por que não dizer fogo nas ventas, Reginaldo Tristeza teve que se amansar, e falar calmamente.

Depois de pedir a cabeça da secretária de educação, Maria Lisboa, em reunião ordinária, esbravejando contra suas atitudes, agora foi a vez do vereador voltar atrás. Ele engoliu a seco e elogiou a atitude da secretária, em colocar no segundo e terceiro escalão, pessoas que já tem uma extensa carreira dentro da secretaria.

Mas antes, ele justificou: "Não tenho nada contra a pessoa da secretária Lisboa, apenas cumpri meu papel de vereador".

Então tá...

Novo canal


O mundo é instantâneo, rápido e o jornalismo, como uma prática que deve ser o cronista da sociedade não pode ficar para trás. Por quê falamos isso?

Resposta prática: porque estamos anunciando mais um canal de comunicação com nossos leitores. O No Prelo chegou também ao Twitter, uma maneira rápida de atualizarmos os acontecimentos. Estamos em uma pequena fase de adaptação, principalmente de linguagem, afinal, são apenas 140 caracteres para usar e transmitir uma informação.

Este blog continua sendo nosso principal meio, afinal, o espaço aqui é maior e já temos leitores assíduos. O Twitter, servirá, principalmente, para anunciarmos novos textos, e em caso de necessidade, de algum acontecimento de grande importância, nos reportarmos em tempo integral com nossos leitores.

Então nos siga: www.twitter.com/noprelo

Esperamos você lá.
Abraços da equipe de dois jornalistas.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pintaram um cenário apocalíptico



Soou muito estranho para estes dois escribas o confronto de informações quanto à situação econômica da administração municipal. Durante coletiva na quarta-feira passada, o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Flávio de Castro, falou a membros da imprensa local sobre a previsão de receita e o que realmente está sendo apurado. E é aí que vem o que consideramos estranho. A edição do jornal O Tempo traz a seguinte manchete: "Sete Lagoas à beira da falência".

Mas que falência é esta? Em nenhum momento o secretário falou nada que pudesse levarnos a pensar em tal situação, em tal quadro apocalíptico. Pelo contrário, ele ressaltou até que o próximo ano deve ser melhor, com previsão de melhoria no cenário econômico e chegou a dizer, como está em post abaixo de No Prelo, que gostaria que 2010 fosse transportado para 2009 para que a Prefeitura pudesse respirar.

Ficou no escuro justamente a abordagem, se é que o secretário realmente falou em falência ao tal jornal. Os números apresentados são claros e remetem a dificuldades - como se isso estivesse acontecendo somente com Sete Lagoas. O jornalista Roberto Andrade, do jornal Tribuna de Sete Lagos, foi perfeito em sua abordagem quanto á matéria em questão e listou investimentos e prognósticos de receita para confrontar as informações publicadas e contrapor ao que foi dito - se é que o nosso amigo Flávio de Castro fez tais afirmações -, fica a dúvida.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Novas metas

E durante a coletiva, o secretário Flávio de Castro falou de alguns projetos, que deverão sair do papel brevemente.

Um deles será o Orçamento Participativo. Segundo ele, para este ano já está programado duas audiências públicas (olhas elas ai...) para discutir o Planoplurianual (PPA), com planejamento para os próximos anos. "Mas até por questões partidárias (ele é do PT), queremos implantar o Orçamento Participativo para 2010", afirmou. Seria nos moldes daquele conhecido em prefeituras como Belo Horizonte.

Para os últimos três meses deste ano, ele prevê a formulação de uma completa reforma administrativa, que poderá atingir toda a administração.

E por último, que chamou bem a atenção destes escribas, foi a implantação de um projeto de territorialização (o nome é comprido, mas fácil de entender). No lugar de planos isolados em cada secretaria, será colocado em prática o planejamento integrado entre as secretarias. Em vez de um cadastro para a saúde outro para a educação, outro para a Ação Social, seria feito um único modelo, para efetivar melhor o planejamento da administração. "O negócio é enxergar uma mesmo pessoa, em vez de várias pessoas como é feito isso hoje", explicou.

Finalmente números

Aos poucos os números começam a aparecer. Se antes a frase mais usada era "por causa da crise" ou mesmo "houve queda na arrecadação", agora estamos finalmente conhecendo a realidade do município. Falar que estávamos em crise, mas sem maiores explicações, ao nosso olhar era como falar que gostava do verde por que não se gosta do vermelho. Ou seja, muito subjetivo.

Mas eis que o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Flávio de Castro, de forma clara, trouxe na tarde desta quarta-feira números reais da nossa economia e saúde do município. A começar pela projeção do orçamento para 2009. Se a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pela Câmara Municipal em 2008, para a gestão 2009, previa um montante de R$400 milhões, a realidade nua e crua é de cerca de R$272 milhões, muito abaixo do esperado. Mas há explicações. Na lei aprovada pelos vereadores, havia uma enorme expectativa de liberação de verba para investimentos pelo Governo Federal, como do PAC, o que não ocorreu. Por isso a discrepância dos números. A perda real, calculada pelo secretário, é de R$20 milhões só no primeiro semestre. Mas no ano o cálculo é de que teremos uma perda total de R$50 milhões.

Ainda dentro dos preciosos números, a folha de pagamento da máquina administrativa este ano deve chegar aos R$144 milhões, com um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior. "É preciso lembrar que demos 7% de aumento para o funcionalismo público este ano", justificou.

Mas o que deve estar esquentando a cabeça da administração é como aumentar a geração de renda do município. Afinal, a dependência da prefeitura pelos repasses dos Governos Federal e Estadual representa 65% de toda arrecadação. Um número expressivamente grande para um município do porte de Sete Lagoas.

No final, Flávio de Castro falou da expectativa para 2010. "Se antes a gente via uma nuvem densa, agora o horizonte está mais limpo um pouco. Queria que 2010 se antecipasse para 2009, para podermos respirar aliviados", declarou.