Depois de muitos boatos, suspeitas e fofocas, finalmente a tal gravação prometida pelo Ronald, o Cana Brava, apareceu. E ela apareceu logo na Câmara Municipal, local onde ele foi sumariamente cassado, e foi enviada misteriosamente para o líder da oposição na casa, o vereador Caio Dutra, que fez o que pode para ouvir a fita durante a reunião ordinária desta última quarta-feira. mas barrou na resistência do presidente em exercício Milton Saraiva, que substituia Duílio, que estranhamente não compareceu na reunião.
Diante disso, Caio Dutra chamou a imprensa e curiosos (e como havia curiosos) para o seu próprio gabinete, para ouvir a gravação, que segundo ele, não sabia o que continha. E para surpresa (ou decepção), ela não revela nada, não tinha nada muito esclarecedor, e além disso, não serve de prova a nada. A gravação registra uma conversa entre Duílio e Chapinha, que conta a "distribuição" de dinheiro na época jurássica da cassação, assunto já morto. O que nos dá a entender, é que o próprio Duílio não sabia direito a história, pois é ele quem fica perguntando à Chapinha os detalhes. Ele fala de dinheiro recebido por Capanema, a principal testemunha no caso de desvio de combustível. Seria a grande importância de R$1 mil, isso mesmo, 1.000 reais, durante alguns 3 meses. Há outra parte que também fala de um depósito na conta do vereador João Pena, mas não revela a quantidade.
O próprio Ronald, o Cana Brava, em ofício enviado ao Caio Dutra, revela que a gravação foi enviada ao ministério Público e à Promotoria Especializada de Combate à Crime praticados por agente políticos, que não deram a mínima atenção ao conteúdo, provavelmente por não demonstrar nada. Depois de ouvir, ficamos especulando o que queria o ex-prefeito com essa revelação. Junto com nosso amigo Renato Alexandre (Sete Dias) e Celso de Azevedo (rádio Santana), filosofamos por vários instantes o objetivo, e não chegamos a nenhuma conclusão bombástica.
Seria atingir Duílio, que segundo o Cana Brava, sabia de toda a história de suborno e não contou à justiça? Sabemos que ele decretou guerra ao presidente da Câmara recentemente, e ameaça a concorrer pelo mesmo partido para deputado estadual. Ou ele queria sair de vítima dessa história toda?
A gravação, como já dissemos, não tem muita credibilidade, pois não mostra quando foi gravada, e muito menos incrinima praticamente nenhum vereador. Vamos ver o desenrolar dessa história...
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Memória curta
Às vezes sofremos deste mal, e é sempre bom alguém para nos lembrar dos fatos. Pois na reunião de ontem da Câmara Municipal, que foi quente, as memórias foram afetadas. Principalmente do vereador Marcelo Pires (será ele parente do Alexandre, aquele que chora aos pés de Bush?), que teve um repentino ataque no momento que subiu à tribuna para fazer sua comunicação pessoal.
Ele começou reclamando, em nome de um empresário da Boa Vista, das dificuldades impostas pela Secretaria de Meio Ambiente, de liberar as malditas panfletagens. Seu amigo empresário, segundo ele, estava tendo dificuldades e até mesmo foi abordado por fiscais, durante seus trabalhos na rua. Logo depois ele ainda denunciou que os tais fiscais cobraram dele, em troca da autorização da panfletagem, a compra e instalação de uma lixeira no local próximo à distribuição de panfletos, e indicaram a empresa onde poderia fazer sua aquisição da lixeira.
Engraçado. A nove lei que regulamenta a panfletagem, que até foi criticada aqui neste blog por já existir um Código de Posturas do Município e era apenas preciso aplicar o que estava escrito antes, foi aprovada pela atual legislatura. Detalhe: por unanimidade. Ou seja, o próprio Marcelo, aquele que não é primo do Alexandre Pires, votou a favor da lei que ele mesmo agora reclama.
Será mesmo que é memória curta?
Ele começou reclamando, em nome de um empresário da Boa Vista, das dificuldades impostas pela Secretaria de Meio Ambiente, de liberar as malditas panfletagens. Seu amigo empresário, segundo ele, estava tendo dificuldades e até mesmo foi abordado por fiscais, durante seus trabalhos na rua. Logo depois ele ainda denunciou que os tais fiscais cobraram dele, em troca da autorização da panfletagem, a compra e instalação de uma lixeira no local próximo à distribuição de panfletos, e indicaram a empresa onde poderia fazer sua aquisição da lixeira.
Engraçado. A nove lei que regulamenta a panfletagem, que até foi criticada aqui neste blog por já existir um Código de Posturas do Município e era apenas preciso aplicar o que estava escrito antes, foi aprovada pela atual legislatura. Detalhe: por unanimidade. Ou seja, o próprio Marcelo, aquele que não é primo do Alexandre Pires, votou a favor da lei que ele mesmo agora reclama.
Será mesmo que é memória curta?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Encontro marcado

Para quem quer enriquecer um pouco mais a sua cultura e ainda ajudar a dica do blog desta semana é a peça "O fim de todos e a barca mundana", que será encenada às 20h na Casa da Cultura. A direção é de nosso amigo Paulinho do Boi, que dispensa maiores apresentações, e como Saúva, merecia também o tal de diploma de horna ao mérito de nossos vereadores, mas por também não ser puxa-saco de nenhum político, não deverá ser indicado. Melhor assim na avaliação desses escribas.
Mas à peça. É uma adaptação de textos de nomes como Willian Shakespeare (não aquele romanceado no filme), o insuperável Charles Chaplin e Gil Vicente (que tem a referência da Barca do Inferno), dentre outros. A peça, resultado da oficina de teatro do Serpaf, que trabalha com comunidades carentes, discute temas tão nobres como o amor, fé, compaixão e alguns menos reconhecidos, como ira, ódio e morte.
Será que alguns de nossos políticos terão medo de assistir?
Obs.: O ingresso é apenas um quilo de alimento não-perecível. Compareça.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A mentalidade não muda
Infelizmente, um mal acomete os políticos de Sete "Bananas" Lagoas...é aquela síndrome do "eu tenho chance", "eu vou ter tantos mil votos", "eu vou ser eleito". Repararam que o "EU" está sempre presente? Pois é, não só os políticos, mas a maioria dos ligados à esta esfera em nossa city verdadeiramente se acham, uma mentalidade que não muda e pelo visto não mudará tão cedo - se é que vai mudar.
Estes dois jornalistas têm debatido constantemente sobre a próxima eleição para deputado, principalmente na esfera estadual. Ao que tudo indica, mesmo com os puxões de orelha, os insucessos do passado e as lições tiradas de pleitos anteriores, teremos uma enxurrada de candidatos a deputado estadual em 2010. Mas o que nos chama a atenção são justamente os nomes.
Não vamos aqui citar nenhum, até porque existe o direito democrático, garantido pela Constituição, de que qualquer cidadão pode votar e ser votado, ou seja, pode se candidatar. Mas que tem gente se achando, tem. Ou então não andam tomando as doses diárias de "SEMANCOL". Esta semana mesmo No Prelo teve a grata notícia da auto-indicação de um cidadão para candidato a deputado estadual que é brincadeira. Todos vocês, caros leitores, tomarão conhecimento do fato...se já não tomaram.
Vamos aguardar o andar da carruagem e muita água vai passar por debaixo das pontes do Córrego do Diogo. E pelo que tem caído de chuva, muita água mesmo. Se continuar do jeito que está, novamente ficaremos órfãos e teremos que mendigar ajuda de deputado estadual de outras cidades...triste!!!
Estes dois jornalistas têm debatido constantemente sobre a próxima eleição para deputado, principalmente na esfera estadual. Ao que tudo indica, mesmo com os puxões de orelha, os insucessos do passado e as lições tiradas de pleitos anteriores, teremos uma enxurrada de candidatos a deputado estadual em 2010. Mas o que nos chama a atenção são justamente os nomes.
Não vamos aqui citar nenhum, até porque existe o direito democrático, garantido pela Constituição, de que qualquer cidadão pode votar e ser votado, ou seja, pode se candidatar. Mas que tem gente se achando, tem. Ou então não andam tomando as doses diárias de "SEMANCOL". Esta semana mesmo No Prelo teve a grata notícia da auto-indicação de um cidadão para candidato a deputado estadual que é brincadeira. Todos vocês, caros leitores, tomarão conhecimento do fato...se já não tomaram.
Vamos aguardar o andar da carruagem e muita água vai passar por debaixo das pontes do Córrego do Diogo. E pelo que tem caído de chuva, muita água mesmo. Se continuar do jeito que está, novamente ficaremos órfãos e teremos que mendigar ajuda de deputado estadual de outras cidades...triste!!!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ele voltou....voltou novamente...
...que voltou que nada, esteve sempre aí, à espreita, surge das sombras e é capaz de assombrar muito político da atualidade, não que não o seja, também. Falamos dele, de Ronald o Cana Brava, a quem a equipe de dois jornalistas deste blog teve a grata satisfação em ver no último sábado à tarde. Nós em um dos bares que jogamos conversa fora após mais um Comunicação Total pela Santana FM, ele, no estabelecimento da frente.
Quando ele surgiu, ficamos à espera para saber se era realmente Ronald ou se apenas uma miragem. Mas não, se tratava mesmo dele, o ex-prefeito, ex-deputado, que como bom político cumprimentou todos os presentes no bar, que fica próximo à sede da Rádio. Quando um destes dois que vos escrevem lavantou o braço para saldar a grande figura, num primeiro momento Cana sorriu, levantou as mãos, mas ao perceber de quem se tratava, tratou de virar as costas. Pena, os componentes de No Prelo nem dormiram naquela noite.
Mas fica valendo pelo balançar de mão, pela cortesia inicial por não saber de quem se tratava, pois apesar de tudo gostamos de você Ronald, afinal de contas é fonte inimaginável de textos e o será por algum tempo, esperamos. Ah, sem esquecer, Cana esteve no Sem Censura, da Rádio Cultura, e não rodeou...disse que será candidato a estadual - seu everest de processos não teria transitado em julgado - e comparou o atual presidente da Câmara, Duílio de Castro, a Judas, traidor de Cristo. Ô Cana, se comparar a Cristo também é demais, num força a barra não né amigo.
Mas isso é tema futuro e No Prelo está atento ao desenrolar da vida política e politiqueira sélagoana...., pois afinal de contas, parafraseando o disco do Planet Hemp, "os cães ladram e a caravana passa"...
Quando ele surgiu, ficamos à espera para saber se era realmente Ronald ou se apenas uma miragem. Mas não, se tratava mesmo dele, o ex-prefeito, ex-deputado, que como bom político cumprimentou todos os presentes no bar, que fica próximo à sede da Rádio. Quando um destes dois que vos escrevem lavantou o braço para saldar a grande figura, num primeiro momento Cana sorriu, levantou as mãos, mas ao perceber de quem se tratava, tratou de virar as costas. Pena, os componentes de No Prelo nem dormiram naquela noite.
Mas fica valendo pelo balançar de mão, pela cortesia inicial por não saber de quem se tratava, pois apesar de tudo gostamos de você Ronald, afinal de contas é fonte inimaginável de textos e o será por algum tempo, esperamos. Ah, sem esquecer, Cana esteve no Sem Censura, da Rádio Cultura, e não rodeou...disse que será candidato a estadual - seu everest de processos não teria transitado em julgado - e comparou o atual presidente da Câmara, Duílio de Castro, a Judas, traidor de Cristo. Ô Cana, se comparar a Cristo também é demais, num força a barra não né amigo.
Mas isso é tema futuro e No Prelo está atento ao desenrolar da vida política e politiqueira sélagoana...., pois afinal de contas, parafraseando o disco do Planet Hemp, "os cães ladram e a caravana passa"...
É só mais um caso
Infelizmente, o que contamos aqui é só mais um caso que acontece não somente no Condado das Sete-Bananas-Lagoas, mas em quase toda a democrática república brasileira. Quem nos contou foi nosso amigo Saúva, que dispensa comentários. Mas para aqueles mal informados, ele é um dos mais importantes músicos da cidade, com trabalhos sociais, que inclui ai a retomada do carnaval à frente da Mini-escola de Samba Verde Branco, que dentre seus objetivos, é evitar que jovens entre para o mundo do tráfico, além de ser professor no Apae. Com certeza é uma pessoa que merece com muita atenção o título de honra ao mérito que nossos vereadores insistem em encher a pauta semanal das reuniões ordinárias, mas não recebe por não participar do puxa-saquismo vigente naquela casa. Prefere continuar com seus trabalhos que trazem muito mais frutos práticos.
Mas vamos ao caso:
Certa noite, ao retornar para casa, no bairro Santa Luzia, vulgo Garimpo, de um de seus trabalhos, com seu teclado, importante instrumento musical e de trabalho, Saúva teria sido abordado carinhosamente por uma patrulha de policiais militares. Educamente, como de praxe que lhes é peculiar, eles perguntaram o que havia dentro da "sacola". Ele respondeu, conforme pediram. Diante disso, e diante de seus preconceitos, os policiais pediram para ele tocar, pois provavelmente eles desconfiaram ser fruto de roubo, afinal, naquele lugar, à aquela hora, não havia outra explicação. Saúva educadamente explicou aos inteligentes policiais de que era necessário energia elétrica para que o instrumento funcionasse. Mesmo assim, para ficar livre de maiores problemas, ele demonstrou ter conhecimento de causa.
O que nos deixa com a pulga atrás da orelha é que o argumento usado pelos defensores da ordem social, de que o local por onde passava é ponto de tráfico de drogas, por isso as medidas preventivas como essa. Ai cabe nossa pergunta: se sabem bem onde são os pontos de drogas, por que não prendem os traficantes com a mesma competência que fazem ao interceptar um trabalhador honesto?
Fica ai nossa pergunta...
Mas vamos ao caso:
Certa noite, ao retornar para casa, no bairro Santa Luzia, vulgo Garimpo, de um de seus trabalhos, com seu teclado, importante instrumento musical e de trabalho, Saúva teria sido abordado carinhosamente por uma patrulha de policiais militares. Educamente, como de praxe que lhes é peculiar, eles perguntaram o que havia dentro da "sacola". Ele respondeu, conforme pediram. Diante disso, e diante de seus preconceitos, os policiais pediram para ele tocar, pois provavelmente eles desconfiaram ser fruto de roubo, afinal, naquele lugar, à aquela hora, não havia outra explicação. Saúva educadamente explicou aos inteligentes policiais de que era necessário energia elétrica para que o instrumento funcionasse. Mesmo assim, para ficar livre de maiores problemas, ele demonstrou ter conhecimento de causa.
O que nos deixa com a pulga atrás da orelha é que o argumento usado pelos defensores da ordem social, de que o local por onde passava é ponto de tráfico de drogas, por isso as medidas preventivas como essa. Ai cabe nossa pergunta: se sabem bem onde são os pontos de drogas, por que não prendem os traficantes com a mesma competência que fazem ao interceptar um trabalhador honesto?
Fica ai nossa pergunta...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Falta uma nota da Presidência...
O fato triste desta semana, envolvendo o vereador líder do Governo, Renato Gomes, ainda repercute negativamente em Sete Lagoas. Não vamos entrar no mérito de se o agressor, o suplente de vereador Otávio Flecha, estava ou não fora de seu juízo, mas está faltando algo no meio disso tudo.
A vítima, o vereador Renato, enviou à imprensa nota de repúdio aos tapas que levou tipo "telefone" na ante-sala do plenário. No Prelo esteve em seu gabinete na quarta-feira e ele afirmou, categoricamente, não ter reagido porque foi surpreendido e porque "sentiu pena" do agressor. Se pena ou sem pena, o fato é grave e deve ser apurado com todo rigor da lei.
A nota de repúdio de Gomes foi recebida, mas não caberia à Presidência da Casa se solidarizar com o colega vereador e emitir comunicado repundiando a agressão sofrida por ele, em pleno andamento de reunião ordinária? Estranho o silêncio do presidente Duílio de Castro, até porque o senhor Otávio Flecha é suplente justamente de seu partido, o PMN, que agora conta também com o ex-prefeito Ronald, o Cana Brava.
Esta é a avaliação feita por muitos ouvidos desde quarta-feira por No Prelo. E é bom lembrar que neste mesmo dia, quando procurado via assessoria de comunicação da Câmara, a informação era de que o presidente da Casa nem estava em Sete Lagoas. De qualquer forma, vale a nota do agredido, mas que é estranho o silêncio da Presidência, é...
A vítima, o vereador Renato, enviou à imprensa nota de repúdio aos tapas que levou tipo "telefone" na ante-sala do plenário. No Prelo esteve em seu gabinete na quarta-feira e ele afirmou, categoricamente, não ter reagido porque foi surpreendido e porque "sentiu pena" do agressor. Se pena ou sem pena, o fato é grave e deve ser apurado com todo rigor da lei.
A nota de repúdio de Gomes foi recebida, mas não caberia à Presidência da Casa se solidarizar com o colega vereador e emitir comunicado repundiando a agressão sofrida por ele, em pleno andamento de reunião ordinária? Estranho o silêncio do presidente Duílio de Castro, até porque o senhor Otávio Flecha é suplente justamente de seu partido, o PMN, que agora conta também com o ex-prefeito Ronald, o Cana Brava.
Esta é a avaliação feita por muitos ouvidos desde quarta-feira por No Prelo. E é bom lembrar que neste mesmo dia, quando procurado via assessoria de comunicação da Câmara, a informação era de que o presidente da Casa nem estava em Sete Lagoas. De qualquer forma, vale a nota do agredido, mas que é estranho o silêncio da Presidência, é...
Assinar:
Postagens (Atom)
