Imaginando aqui com meus botões, chego a um raciocínio que pode não agradar muitos, sobretudo aqueles que perdem cargos eletivos e têm que deixar seus postos. Será que se tivesse realmente havido uma transição completa de poder em Sete Lagoas, a cidade estaria vivendo hoje os problemas que enfrenta? Chegam às caixas de e-mails dos órgãos de imprensa destes que vos escrevem pedidos de informações em relação ao pagamento de salários pela Prefeitura Municipal, que normalmente ocorriam até o dia 28 de cada mês, mas que em dezembro de 2008 não foram creditados e o pior, até esta quinta-feira (08/01) também não constam nas contas-salário dos servidores.
Sei, é a crise mundial, é a queda de receita, em impostos, mas se a nova administração municipal soubesse onde o calo estava apertando, se ao contrário do que dizem, as informações completas tivessem sido repassadas à equipe de transição, com estimativas de receita, evolução ou involução na arrecadação dos impostos, a quem a administração deve, coisas do tipo, provavelmente muito do que se atravessa hoje poderia ter sido evitado. Afinal de contas, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, no caso, os funcionários.
Por outro lado e ainda decorrente desta falta de troca das informações, levará algum tempo para que o grupo do novo prefeito tome tino do que se passa. Lógico, este tempo deve ser dado para que se projete um futuro com menor risco, mas será que a população consegue esperar? Será que as crateras que se abrem a cada dia nas ruas da cidade precisarão se transformar em abismos para que algo seja feito? Será que os sistemas de saúde e educação podem aguardar - visto que são estes dois últimos setores prioritários?
Bem, se deve sim dar tempo para que o novo comando municipal possa se adequar. Porém, uma cidade do porte de Sete Lagoas, pólo de uma região que estima-se ter mais de 500 mil habitantes em cerca de 35 cidades, não tem tanta paciência para aguardar. O povo preferiu a mudança e é justamente ela que estamos esperando. Tudo a seu tempo, mas que tempo será este? Boa sorte aos governantes, porque precisarão dela acima de tudo, até porque ser vidraça é pior do que ser estilingue!