domingo, 25 de maio de 2008

Tá quase? (um pouco mais sobre pequis

Há mais de duas semanas o assunto que toma conta de Sete Lagoas é o tal se derruba ou não os 400 e tantos pés de pequi na área escolhida pela Ambev para se instalar em Sete Lagoas. Uma coisa é certa, a empresa não vai ficar esperando a questão se arrastar para vir pra cá. Na verdade, empresas multinacionais do tipo têm planos A, B, C...e por aí vai e se não for aqui, vai ser em outro lugar qualquer.

Outro ponto importante é que não adianta tamnbém forçar a barra sobre a Justiça porque ela apenas cumpre uma lei que já existe há pelo menos 16 anos, portanto, não vai ser entrar numa luta contra o Ministério Público que vai resolver o caso do dia para noite e as árvores vão poder ser cortadas. É lógico que a união do povo com as entidades de classe e com o poder público é primordial para que se chegue a um consenso e em Sete Lagoas, pelo menos nos últimos anos, não se via uma união como a destes dias.

O que deve haver é bom senso. Se o caminho a ser seguido é a Assembléia, é a mudança da Lei, que se busque isso para que, caso não venha a Ambev, outra empresa possa se instalar no local, no futuro, sem correr o risco de nova pendenga. Se o caminho é um diálogo com a Justiça, que se tenha tal conversa para que o povo, os empregos, o desenvolvimento não fiquem prejudicados. Também precisamos do meio ambiente. Pequi não gera renda para Sete Lagoas, mas são parte do Cerrado, Cerrado este que não vai estar aí por muito tempo. Se for para arrancar, que se arranque os pequizeiros, se for para plantar outros, que plante outros.

Triste vem sendo observar, ler, ouvir, ver, o assunto ter se tornado palanque eleitoral para determinados membros da Câmara Municipal. Aliás, não só este, mas vários outros temas vêm sendo tratados como picuinha política no plenário, em detrimento do povo, que os elegeu. Os atores são sempre os mesmos, basta qualquer cidadão ligar o rádio, a TV ou se dirigir ao prédio da Câmara, às terças-feiras, às 15hs, para saber quem luta pelo povo e quem luta por si próprio, com interesses futuros, já visando outubro.

Se derrubar pé de pequi não pode, o que dizer dos imóveis da antida rede, defenestrados do local, ali do início da Boa Vista, de uma outra para outra? Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Estamos atentos, quando pudermos, quando a legislação permitir, os devidos nomes serão dados, seja de quem for. E alguns vereadores vêm utilizando a mídia do Legislativo, sobretudo a TV, para realizar verdadeiras reportagens com o intuito simples de "bater". Vale lembrar, caro vereador, que toda história tem dois lados, se vai falar mal, ouça o outro lado.

"Aceite o feijão, mas não vote nele não!"

2 comentários:

Poliana disse...

É totalmente uma estupidez não deixarem a AmBev se instalar na cidade de Sete Lagoas por causa de 410 pequizeiros. Isso significa que 800 empregos diretos e mais 1200 indiretos deixaram de ser criados porque não se podem retirar os pés de pequis. Quer dizer, os pequis não podem deixar de existir naquele local, mas, empregos, renda, desenvolvimento e subsistência humana podem. Infelizmente a cidade perderá com esta lei estúpida, serão vários empregos perdidos.
Os pequis seriam substituídos, porém a lei não permitiu cortar uma árvore sequer de pequi. Devido a esta lei, a companhia foi procurar outro local para se instalar. Acho que esta companhia não faria nenhum mal ao ambiente e até se propôs a plantar uma quantidade muitíssimo maior em outro lugar a ser indicado. Traria desenvolvimento para a cidade e muitos empregos.

Anônimo disse...

A solução é que a AMBEV pare de produzir cerveja e passe a produzir licor de pequi.