Quem acompanha determinados veículos de comunicação de Sete Lagoas, seja impressos, radiofônicos ou on line, já tomou conhecimento de que a rede municipal de ensino da cidade está de greve desde o último dia 20. No Prelo acompanhou de perto a movimentação dos trabalhadores em educação, na Praça da Prefeitura, numa manifestação pacífica, mas que não deixou de ter um ar de crítica à política salarial adotada pela administração pública.
Os trabalhadores da rede municipal ganharam apoio daqueles da rede estadual, de greve desde o dia 8. A categoria exige o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional que fixa o salário base de R$ 1.312,00 para quem tem ensino médio e magistério. Ainda solicita outros reajustes no salário, passando a R$ 1.706,00 para quem tem ensino superior; R$ 918,98 para funcionários com ensino médio e R$ 656,42 para os que possuem ensino fundamental.
O menor salário base pago atualmente seria de R$ 465,00, pasmem, menos que o mínimo, que é alcançado com as gratificações. O direito de greve é garantido por Lei. Logicamente que o movimento não deixa de prejudicar alunos, mas o mais prejudicial é manter um salário pífio para uma classe que tem a responsabilidade de formar o cidadão. Os trabalhadores em educação, seja do Município, Estado ou País têm direito a uma remuneração digna, para que tenham dignidade de viver tranquilos e dar tranquilidade a seus alunos.
O assunto está sendo discutido com representantes do Poder Público, que está revisando finanças para observar o índice de reajuste que pode ser concedido. Mas No Prelo fala quase com certeza que não chegará ao que os trabalhadores pedem. Alguém duvida?