terça-feira, 19 de maio de 2009

Corte de gastos

Louvamos a iniciativa do poder público municipal em cortar as "gorduras" diante da grave crise financeira pela qual atravessa Sete Lagoas - como se isso não estivesse acontecendo em todo o planeta azul. Mas muito ainda precisa ser feito por aqui. A estrutura administrativa ainda tem que cortar alguns gastos que julgamos "extras" e citamos um deles, só para salientar.

A Secretaria Municipal de Esportes, por exemplo, não possui verba quase nenhuma. Diante dos gastos em outros setores, mais "prioritários", muito pouco ou quase nada sobra para investimentos no esporte local e, portanto, diante disso, para que manter a estrutura de toda uma secretaria, com pagamento de pessoal, aluguel entre outros?

Pelas informações obtidas por No Prelo, recentemente teria sido fechado o contrato de aluguel da casa onde funciona esta secretaria que gira em torno de R$ 30 mil ao ano. Não é tanto assim, mas já ajudaria a auxiliar um projeto de pequeno porte. Por que, então, não extinguir tal secretaria e liga-la a outra, através de uma diretoria ou coordenadoria? Fica a idéia, a sugestão, construtiva, diga-se de passagem.

Mas temos um alento. Outra informação recebida por No Prelo dá conta de que o prédio localizado em frente àquele hotel na orla da Lagoa Paulino (não vamos citar o nome porque não nos pagam para fazer propaganda), que já foi inclusive pauta de matérias na mídia local há alguns anos porque estaria sendo utilizado irregularmente, pertence à Prefeitura e poderá abrigar uma ou algumas secretarias. A idéia, inclusive, teria agradado ao secretário de Esportes, Cláudio Raposo, e a outros membros do primeiro escalão.

A mudança de alguns setores para aquele prédio certamente vai gerar economia em aluguel, portato, se ocorrer, é um bom corte de gastos. Ah, não vamos mais usar "choque de gestão"....

8 comentários:

Renato disse...

Perguntar não ofende:

1) O prefeito ou algum secretário cortou o salário no tal "choque de gestão".
2) Alguém abriu mão de carro oficial, assessor e outras coisas do tipo?
3) E parentes, quantos mandaram embora?

Anônimo disse...

Muito bem "No Prelo". Parabens!
Só quero acrescentar que na economia com a extinção da secretaria de esportes, inclua também o salario do sr. secretário, 72.000,00 no ano, demais funcionários como diretores e etc...
Melhor criar secretaria adjunta de esporte na educação e conomizar brincando mais de meio milhão por ano. Com este dinheiro dá pra fazer algo pelo esporte. Outra, parcerias com a iniciativa privada, apesar da crise, lá fora acontecem. A turma daqui não é toda de fora, é só ir buscar.

Stefano disse...

Eu acho que esporte e educação poderiam ser mescladas. E acabo de ver na TV Uberlândia com um centro de atletismo internacional, me deu uma inveja. Como seria bacana ver a garotada praticando outros esportes. Se houvesse interesse político dava pra fazer algo parecido aqui em Sete Lagoas.

Blog de Flávio de Castro disse...

Marcos e Fred,
Eu acho que devemos falar em racionalidade administrativa. Isso não significa corte de gastos a todo custo. Acho que devemos defender uma reforma focada em resultados. Tanto mais enxuta melhor, desde que eficiente. Essa questão da Secretaria de Esportes, por exemplo, merece reflexão. A experiência diz que sempre que se junta alguma nova função à educação ou à saúde, aquela função desaparece. A educação e a saúde são estruturas muito grandes, com agendas nacionalmente definidas e recursos orçamentariamente assegurados. Vejam o caso de BH: reuniram tudo em uma super-secretaria social e virou um problemão. Voltaram atrás... Não se pode legalmente, por exemplo, gastar um tostão da educação em esportes. Resultado: ele acaba virando um apêndice sem nenhuma força política... Lembre-se que a educação até hoje usa a sigla MEC, no nível federal. Isto porque já foi educação, esporte e cultura: o esporte e a cultura sumiram. Se o esporte é uma política importante para a juventude, os idosos, a inclusão social temos que valorizá-lo. Uma coisa, o corte de gasto, não pode anular a outra.
Abraço, Flávio

Renato disse...

Uai, mas Sete Lagoas tá muito avançada no esporte.

Tem o ginásio da Praça de Esportes, o Parque Náutico da Boa Vista (apesar do nome, não tem nem nunca teve esporte náutico), o Colosso-Campestre-que-é-o-Clube-Náutico (também nunca vi remo ou vela ali), um istádio pra 20 mil pessoas (sem iluminação, placar e time) e até uma pista de hipismo na beira da BR-040.

Êita gente muderna!

Anônimo disse...

João "Bicão",

Esse blog tem potencial para ser (se já não é) o mais lido da cidade.
Primeiro porque ele investiga e tem responsabilidade quanto as informações que publica, ao contrario de outros que só vivem mal informados, que copíam matéria de outros jornais na íntegra não respeitando direitos autorais, e que tem o cunho apenas de ferir a imagem das pessoas.
Outro motivo é que neste blog a gente vê jornalismo de verdade, com opiniões fundamentadas em fatos reais, não em delírios egocêntricos que nascem motivados pela insuficiência de produção neural.
Parabéns a esse blog e sucesso. Pois vocês, com certeza, são do ramo...

No Prelo disse...

Caro Flávio de Castro, concordamos quando você alerta para uma possível "união" de esporte com educação. A idéia não seria das melhores visto justamente que a Secretaria de Educação já possui uma mega estrutura para cuidar e os problemas são grandes. Mas a idéia não precisa ser esta, a sugestão é extinguir a nomenclatura apenas, seja do Esporte ou outra pasta cujos recursos são pequenos. A idéia ainda precisa ser melhor debatida e é através das sugestões, daqueles que querem sempre o melhor para nossa Sete Lagoas, que alcançaremos algo. Valeu e grande abraço.

Blog de Flávio de Castro disse...

Amigos,
Concordo com a preocupação que estou entendendo como sendo a favor de menos burocratização e mais foco no conteúdo do ação. Essa sequência de comentários, todos na mesma direção, incentiva a se pensar um modelo menos conservador da estrutra administrativa publica, ou seja, uma alternativa mais versátil e ágil. Sem querer me referir especificamente ao caso do esporte, acho que nem toda função precisa corresponder necessariamente a uma secretaria, podendo haver multifuncionalidades ou a proposição de estâncias em nível hierárquico diferenciado (como coordenadorias temáticas). O importante é que um projeto de reorganização administrativa não sela elaborado de forma tecnocrática, mas busque o debate público.