sexta-feira, 21 de agosto de 2009

E por onde anda?...


Na época foi um grande estardalhaço. Na imprensa o que mais tinha eram pessoas prontas a defender a execução sumária de centenas (seriam 25 mudas catalogadas e identificadas da mesma espécie, por árvore a ser abatida) de pequizeiros em nome do avanço em Sete Lagoas. Posto isso, até uma lei foi aprovada na Assembléia Legislativa, que autorizava o corte das árvores, para que a indústria cervejeira pousasse pelas terras das bananas. Ai eu pergunto: onde estão os pequizeiros que deveriam ser plantados? Ou onde estão as ações prometidas em troca da devastação ecológica na região?

Mas ainda tem mais. Não vou ficar restrito apenas aos questionamentos ecológicos, mas sim sociais. Onde estão todas aquelas pessoas que tanto esbravejaram a favor do corte dos pequizeiros? Onde elas estão para cobrar a contrapartida da empresa? Sumiram todos. A entidade representativa do comércio foi a que mais abraçou a causa. E são os mesmos que estão promovendo uma tal caminhada ecológica até à Serra de Santa Helena. De lá eles poderia avistar a devastação que causaram na região que foram implantadas as indústrias. Deveriam, em vez da tal caminhada, fazer uma manifestação em frente à fábrica, exigindo a contrapartida ecológica tão prometida pela empresa. Mas pelo jeito, permaneceram calados. Triste hipocrisia.

A última informação que tivemos, de um membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente, é de que a empresa ofereceu um boa quantia para algum projeto social, no lugar do plantio dos pequizeiros. Esperamos que sejam atendidos pessoas que sobrevivem dos frutos e da vida do cerrado. É a forma mais lógica de recompensarem.

Mais uma vez o capital venceu o meio-ambiente. Justamente em tempos que o próprio capital está sendo contestado. Só mesmo por aqui...

9 comentários:

paulo disse...

Boa lembrança blogueiros...Parece que os debates em Seven Lakes city, somente acontecem quando existe a luz dos flashs e holofotes, depois que apagam-se as luzes tudo vira poeira. A Ambev esta levando nossa agua de graça e tudo ficou como antes.

DIÁRIO DO SAAE disse...

Parabéns pela matéria, aqui em Sete Lagoas as coisas ficam no esquecimento muito rápido.

Ariadne disse...

Meus caros do NO PRELO, parece que vocês andam mal informados. A Ambev tem uma série de contrapartidas a cumprir. Uma delas é o PTRF pelo abate dos pequizeiros, que deve ser acompanhado pelo IEF. Lembre-se que os 412 Pequizeiros Abatidos estavam espalhados por uma área de pasto, ou seja, não houve degradação do cerrado, uma vez que ele já estava degradado. O PTRF deve garantir a recuperação do bioma do cerrado. Às vezes temos opiniões sem embassamento técnico e até parecemos estar sendo modernos, mas na realidade se trata de uma puta visão conservadora e retrógada.

No Prelo disse...

Cara Ariadne,
por estarmos tão mal informados, veio você e confirmou nossas suspeitas. A Ambev tem essa tal de PTRF, que informamos aos nossos leitores que é a sigla para Projeto Técnico de Recomposição de Flora, mas que ainda não foi cumprido, conforme você mesmo fala em seu comentário.
Nossa visão sem embasamento técnico não viu ainda, e pelo menos não chegou a nenhum dos dois jornalistas aqui, o plano para recuperação do Cerrado. Se estavam espalhados ou não pelo pasto, o fato é que existiam e que foram arrancados, através de uma lei aprovada a toque de caixa. E depois o assunto nunca mais veio à tona. A sociedade precisa de uma resposta sobre as questões. E é o que cobramos. Se abrimos mão do meio-ambiente em prol do desenvolvimento, onde estão as contrapartidas? Que venham então a diretoria de tal fábrica e mostre o tal de PTRF, que até agora não passa de uma sigla que mal a sociedade entende. E mostre intensamente, assim como foi a campanha a favor do corte das árvores, que tem um projeto de recuperação.
Pois, até agora, não vimos nada de contrapartida. Vimos sim o corte de centenas de pequizeiros...

Ariadne disse...

A Ambev meus caros, foi a única notícia econômica positiva que Sete Lagoas teve em meio a crise. As contrapartidas pelo corte dos pequizeiros, é uma obrigação legal, cujo plantio deve ser na proporção 1 para 25. E como dispositivo legal deve ser acompanhado e fiscalizado pelo IEF, pela Secretaria Estadual de Meio Ambente e pelo COPAM-Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais. Da maneira que vocês dizem, parece que no mundo existe vocês: os paladinos da verdade absoluta e o resto: cidadãos que como eu pensa, analisa e conclui. Na minha conclusão não era preciso mudar a lei, bastava apenas cumprir a que estava em vigor. Mas o Ministério Público tentou colocar tantos empecilhos, que acabou após modificar a lei, uma vez que os critérios para se abater os pequizeiros na proporção 1 para 25 só pode ser cumprido por grandes empresas. Pensem se um cidadão que tem um pequizeiro em um lote de 360 metro quadrados e abatê-lo dentro da mais absoluta legalidade, ele terá que ter algo em torno de 1.000 metros quadrados para plantar 25 pequizeiros que necessitam de 40 metros quadrado para cada espécime. No mais, procurem saber do IEF, a quantas estão indo as contrapartidas ambientais da AMBEV. Vocês insistem em não saber das informações, apenas para não dar o braço a torcer.
Como leitora do blog e olhe que anônimamente, quando resolvo fazer um comentário sobre um assunto que vocês - na minha opinião - pisaram na bola. A única preocupação que tiveram foi tentar desqualificar ainda mais este assunto.
Mas há coisas na vida que só maturidade mesmo para saber o tempo de falar e de calar.
Desejo sucesso para vocês, mas insisto que toda crítica deve ser superada com ações concretas que mudem a realidade. Lembrem rapazes que não me importo se vão ou não publicar este comentário, uma vez que o objetivo é apenas o de tentar fazê-los enxergar a realidade dos fatos.

No Prelo disse...

Caríssima Ariadne, ao contrário do que V.Sa. pensa, aceitamos críticas e não, não nos julgamos donos da verdade absoluta, pelo contrário. Procure alguém que nos conhece, seja quem milite no meio da imprensa ou não, e saberá , com certeza, que SEMPRE aceitamos críticas. Pelo visto, para tentar nos desqualificar e se mostrar, como você mesmo disse, "uma pessoa que pensa, analisa e conclui", voce nos imputa esta pecha. Em momento algum queríamos, queremos ou vamos querer atirar pedras em qual empresa seja - apesar de existirem muitas que ao invés de melhorar a condição de vida de seu funcionário, lhe paga um salário cerca de fome se comparado com outras unidades do mesmo porte fora de Minas - mas isto é outro assunto. No Prelo é um blog, onde expomos nossas idéias, aceitas por muitos e detestadas por outros - que parece ser o seu caso. Não a conhecemos, mas respeitamos sua opinião tanto é que seu comentário está aí, publicado, prova que aceitamos sim opiniões contrárias e que o trabalho buscado por nós está surtindo efeito: abrir um espaço de diálogo e não um blog de fofocas. Espero que continue nos acompanhando, comentando e trazendo informações sem ataques, que colaborem, pois afinal de contas nada temos contra você, a quem nem conhecemos. No mais, obrigado.

Anônimo disse...

Caros Blogueiros, vejam a publicaçãodo Blog Leitura Habitual, dos jornalistas Celso Martinelle e Renato Alexandre. Logo depois vou pedir que postem meu cometário...

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Em segundo plano


Na coletiva de imprensa no Palácio da Liberdade, quando o presidente da Ambev anunciou o início da produção em Sete Lagoas, a imprensa local foi boicotada. Assim como o CDL, Sindvarejo, Acisel e todas instituições que fizeram grande esforço para viabilizar a vinda do grupo para a cidade. Até mesmo o prefeito Maroca, que também não foi convidado... É a dura realidade: depois de conseguir o que queriam, banana para os setelagoanos! Não faz mal, mas podemos cobrar, e muito. Quando será que começa o plantio dos pesquis, já que é obrigação da Ambev repor os 400 que devastou para a construção da cervejaria? Merecemos respeito.

Paulo do Boi disse...

Caro anônimo

O que a AMBEV propõe para Sete Lagoas?
Toda empresa garrafeira exerce em sua base de sustentação uma gestão extremamente comercial. O mercado de garrafas, como é chamado o da AMBEV,é desleal e concorrido. Eles fecharam a fábrica em SP e vieram para Minas Gerais a troco de que? Chegaram respaldados com tanta ética que conseguiram abrir, mudar, uma lei de proteção ambiental.(Lei de proteção ao cerrado) O que será que está por detrás disso?
O que poderiamos esperar depois de tal atitude?
Nossa mão de obra é barata, nossa água está de graça. Sete Lagoas é o sonho de toda empresa que deseja prosperar dentro desta ótima relação custo x benefício. Tal fato e atitude são históricos em nossa querida cidade. Somos um povo sofrido e temos muito pouca capacidade de articular juntos, em manifestações sindicalizadas ou não. O que podemos fazer agora? A fábrica está aí. Junto com o processo de implantação da fábrica, os jornalistas deveriam ter levantado a questão ética da relação custo x benefício que uma fábrica dessas propõe para Sete Lagoas. Se me lembro bem, ninguém o fez antes e agora a fábrica está pronta e sinaliza, conforme editorial do Sete Dias da semana exposta no blog do Celso e Renato , a sua verdadeira face. Nós ficaremos do lado de cá com a expressão Clawnesca encabeçada na matéria do blog Leitura Habitual(Cara de Palhaço Chorão). A derrubada dos pequis foi só o começo das intenções dessa empresa cidadã. Deus nos ajude para que a AMBEV invista na cidade e devolva para nós um rico imposto, precisamos dessa grana para cuidar de nosso meio ambiente e de nossas mazelas sociais (favelas de sonhos que vem para cidade atrás de emprego na fábrica)
Espero não ferir ninguém com meu comentário mas...

Renato disse...

Preocupação ambiental em Sete Lagoas? Rarararararararararararararararararararararararararararararararararar...rararararararararararararararararararararararararara...rarararararararararararararara...