sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Finalmente o primeiro lugar


Foi com muita dificuldade, mas conseguimos chegar ao primeiro lugar, no ponto mais alto do pódio. Não que isso seja um orgulho, afinal, se trata de um assunto vergonhoso para a população. Depois de inaugurada a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Onça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Sete Lagoas se tornará oficialmente a maior poluidora do Rio das Velhas.

Nosso esgoto é despejado sem tratamento, In Natura, nos nossos córregos, que correm para o Jequitibá, que por sua vez desagua no Velhas. Se antes BH era a maior responsável, agora o fardo é nosso. E o pior, não vemos nenhuma movimentação do poder público em direção à uma solução do nosso problema. E não falamos somente dessa administração, mas sim todas que passaram pela Praça Barão do Rio Branco.

Com isso, podemos dar um adeus à Meta 2010, proposta para revitalizar o Rio das Velhas até este ano. Segundo os relatórios do Projeto Manuelzão, que desceu o rio novamente em 2009, existem pontos em que há sinais de recuperação, mas há ainda o que se fazer. O que seria isso? A nossa parte.

Portanto, vamos pensar melhor e discutir à sério a questão. Sete Lagoas fica para trás de uma discussão importante, e mostra seu atraso em questões ambientais, que são discutidas em todo o mundo, a todo momento.

Céditos: Projeto Manuelzão desce o Rio das Velhas. Foto por UFMG.

4 comentários:

Anônimo disse...

Uma das preocupações do MPMG é a despoluição e o controle ambiental de impactos nas bacias do Paraopeba e do Velhas. Isto por uma questão básica: vontade politica tanto a nível de governo quanto ao nível de instituições. Qunado o assunto é Sete Lagoas, o próprio Secretário José Carlos de Carvalho deixou clara a inércia deste município no trato de questões ambientais. Com o malcheiroso projeto de captação de água do Velhas, logramos de fato o 1º lugar na irresponsabilidade com a população e com as políticas públicas de gestão e saneamento ambiental. Outro fato é a Secretaria de Meio Ambiente local, que quando não é usada para fins inconfessáveis, o é apenas como caixa em benefício de comissionados; Ação? Zero!

Stefano disse...

Não conseguimos evitar os esgotos estourados nas ruas...dirá tratar a poluição que jogamos no rio das Velhas. Também não vejo essa mobilização político-social nessa direção em nossa velha Seven Lakes City, pequenos gritos isolados que se dispersam logo. Muitas vezes observo que a imprensa tem feito mais por esse país, que os três poderes da República.

Anônimo disse...

Só para contrubuir.

Excelente a matéria e bastante oportuna. Só não dá para generalizar culpando TODOS os administradores que passaram pela Praça Barão do Rio Branco. Cada época tinha a sua prioridade quanto ao saneamento. Antes não se podia falar ou investir em tratamento de esgotos (ninguem fazia no pais) quando ainda não tinhamos sequer a coleta de esgotos. Afrânio, Sérgio Emílio, Cecé (no 1º mandato) e Múcio Reis, fizeram praticamente toda a rede de esgotos da cidade e Sete Lagoas foi a segunda do Brasil a conseguir alcançar 100% de coleta.
Não se podia falar em tratamento de esgotos sem termos os emissários para retirar o lançamento direto aos córregos. Sérgio Emílio fez os primeiros da cidade no Boqueirão, Cecé e Leone completaram no Diogo. Agora sim, com a infra estrutura necessária pronta, se pode investir em estação de tratamento, graças aos que passaram por aqui antes. Sem coleta e emissários não tinha como levar o esgoto até qualquer estação que fosse construida. O erro é de agora, Leone\Maroca, pois o dinheiro a ser gasto para trazer agua poluida por nós do Rio das Velhas, dá para fazer o tratamento dos esgotos e aprimorar nossa captação subterrânea.

Cláudio J. Gontijo disse...

Convido a vcs, redatores e seus leitores, a visitarem o nosso espaço VERDE VIDA.
São fotos, literatura, reflexões, visando a abordagem da causa ambiental.
Parabéns pelo texto objetivo e imparcial!