terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Um pouco para além filosofia

Vamos lá, parece difícil, mas não é tanto assim. Fritei meus poucos neurônios que sobraram das festas de fim de ano para chegar a uma conclusão, mas vou pedir a ajuda de nossos leitores/ouvintes. Tudo por que perdi uma noite de sono para tentar levantar uma hipótese.

Vamos ao contexto: na eleição da mesa diretora da Câmara Municipal, foi apresentada uma única chapa, encabeçada pelo vereador Duílio de Castro ,apoiada pelo prefeito eleito, Mário Márcio Maroca. Até ai nenhuma novidade. É claro que saiu vencedora, com 11 votos a favor. Fazendo os cálculos, são 13 vereadores, quatro deles do PMDB, partido do ex-prefeito Leone Maciel, que disputou diretamente a cadeira de prefeito nas últimas eleições com Maroca.

Por um lado podemos pensar que estes dois votos contra, que não sabemos que são, pois a votação é secreta, seguiram fielmente o princípio do partido, que teoricamente seria de oposição. Mas por outro lado, aqueles que votaram a favor da mesa eleita, apoiada pelo opositor de seu partido nas eleições municipais, não estariam também a favor de uma "governabilidade e do crescimento da cidade"?

Por isso a questão é tão filosófica. Quem estava certo? Aqueles que foram fiéis ao partido e praticaram a oposição? Ou aqueles que foram a favor da dita tal governabilidade, mas talvez com alguma outra intenção pessoal obscura?

Façam seus comentários...

2 comentários:

Pablo disse...

Os dois votos do PMDB para Duílio são, no mínimo, curiosos. Podem significar:

a) um racha no partido, o que quer que isso signifique, já que a votação foi secreta; a não ser que os dois eleitores cheguem para Duílio e esclareçam: "vc viu? meu X foi desenhado assim; votei mesmo em vc, amigão!"

b) uma combinação entre os 4 do PMDB, do tipo: "ó, galera, vc e vc votam nele; eu e ele votamos nulo; daí, a gente passa o recado que somos oposição, 'pero no mucho'"

c) há muito mais entre o céu e a terra do que supõe a pobre filosofia sobre a política de Sete Lagoas.

Pablo disse...

Outro raciocínio acerca da eleição. A palavra governabilidade é bonita e até soa como coisa boa para Sete Lagoas.

Porém, política e democracia são duas palavrinhas mais antigas até do que a primeira e o exercício de ambas requer paciência, mas, acima de tudo, compromisso com o bem público.

Se governabilidade for significar "rabo preso" com qualquer projeto, seja do Executivo ou do Legislativo, Sete Lagoas tem que estar incluída fora dessa.

Se governabilidade resultar em debates sadios, sem clientelismo e a certeza de dinamismo na Câmara, aí sim, podemos torcer a favor dos vereadores.