segunda-feira, 16 de março de 2009

A coisa tá ruim


Depois dos funcionários da saúde, nesta segunda-feira foi a vez da educação fazer sua paralisação e manifestação por melhores condições de salário. Cerca de 18 mil alunos da rede municipal de ensino ficaram sem aulas, e os professores e funcionários foram para a porta da secretaria fazer barulho.

Estivemos lá para conferir a discussão entre os funcionários e a já conhecida secretária de educação, Maria Lisboa, e o que vimos foi um quadro nada bom. Para começar, os professores ganham R$412, outra vez menos que um salário mínimo. Com os penduricalhos, como são chamados, a remuneração chega aos seus parcos R$530. E a questão passa longe de reajuste, e sim de discutir melhor as diretrizes na educação. Ficar colocando gratificações para compensar um salário baixo não é uma política séria, na concepção destes jornalistas. É preciso realmente chegar a um valor justo, sem penduricalhos, que foram integrados por vereadores que estavam apenas de olho nos votos dos professores, sem realmente fazer uma discussão séria sobre os salários dos funcionários.

Outra questão que precisa ser urgentemente discutida é a política de educação nas escolas públicas. O que vemos é um modelo ultrapassado, em que privilegia apenas "a matemática e o português". Outras áreas tão importantes na educação de uma pessoa sempre fica fora das discussões, como os esportes e as artes. E sinal disso é justamente uma das questões colocadas em pauta, em que o sindicato pede a contratação de professores formados para as aulas de educação física. Nas escolas da rede municipal de ensino fundamental, quem dá as aulas são os mesmos professores das matérias comuns. Assim como não existe a valorização da arte, com teatro, música, o esporte fica de fora, sem ser tratado de forma séria. E ainda querem que o Brasil sedie uma Olimpíada, e passe vexame em cadeia mundial.

Haverá outra reunião no dia 31... O sindicato não descarta a possibilidade de uma greve. Esperamos que não chegue a tanto.

5 comentários:

Anônimo disse...

Tá péssimo e o pior é que vai ficar assim por longos 4 anos.
O "bonzinho" nunca administrou nada e não vai ser agora que ele vai aprender. Podia pelo menos pagar o miserável salário mínimo. É uma vergonha!

Anônimo disse...

É este o resultado que se obtém com promessas demagógicas e irresponsáveis de campanha eleitoral.

Para eleger-se o Maroca prometeu o paraiso para os servidores e, eles acreditaram!

Agora com a realidade nua e crua das receitas municipais, percebe-se que não será possível atendê-los.

É Maroca...uma coisa é ser estilingue...outra muito diferente e cruel é ser vidraça.

No mais, "Quem pariu Mateus que o embale".

Anônimo disse...

Como estará a Mazinha (Presidenta da UNSP)neste momento?

Já que ela colocou o sindicato dos servidores a serviço da campanha do Maroca, seria de bom alvitre que ela explicasse como os servidores podem receber proventos abaixo do salário mínimo.

A título de sugestão, pedimos ao blog para colher o depoimento dela para esclarecer esta situação.

Sindicato de pelegos é duro companheiros.

Stefano disse...

Até que enfim os professores correram atrás, porque a única forma digna de se distribuir renda num país é melhorando o sistema de ensino e não bolsa família, bolsa vagabundice e outras. Essas "bolsas" deveriam ser um programa emergencial e temporário, mas viraram política de governo, só a educação pode alavancar de forma definitiva o índivíduo. Abraços
Stefano

Renato Alves disse...

Um professor ganha R$530 em Sete Lagoas? Isso explica muita coisa.

Viva a Arena do Jacaré! Viva a Exposete! Viva a Casa da Cultura (?)! Viva Donana e Estação Brasil! Viva o Lex Luthor!